A Ciência, as Escrituras e a Interpretação do Desconhecido - Ciência | Intérprete Nefita

A Ciência, as Escrituras e a Interpretação do Desconhecido

Uma abordagem de como tais ferramentas são compatíveis e incompatíveis quando analisadas indevidamente.


Por Lukas Montenegro 19 de Julho de 2018
A Ciência, as Escrituras e a Interpretação do Desconhecido

Em 1615, depois de anos de crescente controvérsia a respeito de suas descobertas, o famoso astrônomo italiano Galileu Galilei escreveu uma resposta à altura de seus acusadores, que foi detalhada numa carta à Grã-Duquesa de Toscana, Cristina de Médici.

Entre muitas das partes valiosas desse documento (uma mistura de reflexão espiritual com ciência), um trecho em especial salta aos olhos: “É necessário lembrar-se de que há bem poucos homens capazes de entender tanto as escrituras quanto a ciência, e que há muitos de conhecimento superficial das escrituras e sem nenhum conhecimento de ciência, que em vão arrogam para si o poder de decretar sobre todas as questões da natureza”¹.

Essa declaração aparentemente simples de Galileu, feita há mais de quatrocentos anos atrás, ainda tem significado especial, principalmente para os Santos dos Últimos Dias. Se espera que os membros da igreja tenham um entendimento mais profundo das escrituras, e em geral isso é verdade, pois são abençoados com a dádiva da revelação moderna. Uma questão, porém, mais difícil de determinar, é: Como está o entendimento deste povo, dos princípios básicos da ciência? ² O Elder Neal A. Maxwell declarou a respeito disso:

“Deus está revelando os segredos do universo, e nós, será que estamos prestando atenção? Como parte de nosso discipulado diário, instrui-se a nós que devemos ‘levantar as mãos cansadas’ (Hebreus 12:12). Por que não procurar também ‘levantar’ a mente passiva e provincial que está cansada, e não se dá conta da grandeza deslumbrante de tudo isso? ”³. Com isso, torna-se fundamental entender que a compreensão do Evangelho de Jesus Cristo vai muito além do que lemos nas escrituras, ou nos discursos das conferências gerais. Nas palavras do Presidente Brigham Young:

“Onde está o nosso código, o nosso credo particular? Ele é toda a verdade que se encontra nos céus, na terra ou no inferno. Esse é o mormonismo. Ele abrange toda a ciência verdadeira, e toda real filosofia”[4]. Uma vez entendido que o Senhor espera a procura da verdade onde se possa achar, se faz necessário entender de que forma ciência e religião não são inimigas, mas sim parceiras em ajudar na compreensão dos mistérios, da vontade e da mente de Deus. São duas ferramentas diferentes, e é necessário entender os mecanismos pelos quais cada uma funciona, e aceitar que são válidos em seus determinados domínios.

Além disso, é necessário lembrar que sendo ferramentas diferentes, obtém resultados diferentes. Ao crente, contudo, esses resultados sempre apontarão para o mesmo sentido, que é a Obra de Deus. Finalmente, faz-se prudente observar algumas situações onde interpretações dos mesmos conceitos foram feitas de maneiras diferentes por pessoas diferentes – ambas instruídas nas escrituras, porém uma com mais, outra com menos instrução científica. Por onde começar, então?

1. A Correta Interpretação das Escrituras

O historiador e erudito Frank E. Emanuel declarou que “a interpretação das escrituras no século XVII era tão importante para os intelectuais, quanto a própria ciência. E difícil para nós entender que dessa interpretação dependia todo o significado da existência”[5].

Apesar da interpretação das escrituras ter caído na estima dos intelectuais do mundo atual, ela ainda é tão fundamental para os Santos dos Últimos Dias e para muitas pessoas, em geral, quanto era no século XVII. Mas só se torna interessante e fundamental, porque é singular. Não existem várias interpretações válidas das escrituras, dependendo do pensamento, necessidades ou visão pessoal, mas uma só interpretação correta. Paulo declarou que só havia uma fé – por só haver um Senhor (Efésios 4:5). E nas palavras do Apóstolo Pedro: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da escritura é de particular interpretação”[6].

O desafio, portanto, vêm de descobrir a interpretação. Para atingir isso, é necessário entender dois pontos fundamentais: quem deve fornecer a interpretação das escrituras, e o que essa interpretação deve conter. Primeiro, quem deve dar interpretação. Se continuarmos lendo as palavras citadas por Pedro acima, o versículo seguinte atesta:

“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. O uso da palavra profecia é importante aqui. Primeiro, profecia remente a profeta. E segundo, sabemos pelos ensinamentos de Paulo que profecia é dada para edificação da igreja como um todo[7].

No fim a resposta é simples: A interpretação correta das escrituras é dada da mesma forma que a escritura em si foi dada – por meio do poder de Deus dado ao seu profeta. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias aceita atualmente a primeira presidência e o quórum dos doze apóstolos, como profetas, e, portanto, cabe a estes homens (em nossos dias) revelar a correta interpretação das escrituras. Uma consideração importante, contudo, é necessária aqui. Precisamos prestar atenção quando os líderes da igreja se manifestam em algum assunto como profetas, e quando se manifestam como homens. Na primeira situação, essa é a palavra do Senhor e sua vontade[8]. No segundo caso, podem haver diferentes visões, de diferentes líderes, sobre o mesmo tema[9], mas nenhuma destas é considerada palavra final no assunto.

Agora, e mais importante ao tema em discussão, o que a revelação deve conter. Para saber isso é preciso compreender os elementos adicionais ao conteúdo daquele versículo ou passagem. Esses incluem (mas não se limitam a) o contexto histórico, geográfico e político, o nível de instrução da pessoa ou povo a quem a revelação foi dada, o objetivo daquele que informa a mensagem (geralmente Deus ou um de seus mensageiros), e até mesmo o estilo de escrita do que registra o evento ou ensinamento. Será que a escolha do nome Babilônia para descrever o cativeiro do pecado nos livros de profecia é aleatória? Por que não colocar Brasil ou Dinamarca? A terra dada a Abraão, que ia desde o Egito até o grande Rio Eufrates, era uma grande região, ou não? Onde se localizava? Será que Davi e seus eruditos foram literais ao descrever Deus como bêbado, um homem valente que se alegra com o vinho? [10].

As passagens abordadas acima talvez pareçam de fácil interpretação, mas outras enganaram a humanidade por séculos. A questão levantada pelo registro em Josué 10:12-13, por exemplo, levou muitas pessoas a acreditarem que a terra era o centro do universo, pois era a “autoridade das escrituras” que defendia esse ponto de vista, apesar das crescentes e diversas evidencias contrárias a isso. Além do fato óbvio de que parar o sol, caso este girasse em torno da terra, não ajudaria a manter a luz do dia no vale de Gibeom[11], uma simples consideração do contexto adicional dessa escritura, resolveria o problema. Deus aqui claramente não está dando uma aula de Astronomia por meio de Josué. Está tentando relatar a um povo com pouca instrução científica, a respeito da ajuda que os ofereceu em batalha. Simples! Aquele que espera obter conceitos refinados em ciência e filosofia de tais escritos, ficará desapontado, pois esse não é seu objetivo.

Desse segundo ponto, então, o que a interpretação deve conter, conclui-se que apesar do auxílio contextual que pode e deve ser usado em cada situação individual, existe um limite nítido no que a passagem de escrituras contém: instruções, conselhos, admoestações e incentivo espiritual, coisas que em geral não se é possível aprender de nenhuma maneira, além de revelação direta. Elas não têm em geral, o objetivo de ensinar princípios que são possíveis de se conhecer pelo esforço humano, como astronomia, filosofia, engenharia, música, arte, navegação, etc. Isso é válido mesmo para escrituras que parecem ser bem diretas, como a astronomia apresentada no livro de Abraão ou de Helamã[12]. Néfi deixou isso bem claro quando declarou:

“Pois tudo o que desejo é persuadir os homens a virem ao Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, e serem salvos. Não escrevo, portanto, as coisas que agradam ao mundo, mas as que agradam a Deus e aos que não são do mundo” (1Néfi 6:9). Sendo assim, o que mais há, além do que pode ser encontrado nas escrituras?

2. Natura Naturans 

Famoso conceito definido pelo clérigo e filósofo Baruch Spinoza, no século XVII, “natura naturans” é uma expressão em latim que poderia ser melhor traduzida como “a natureza nature ziando”. Como isso, Spinoza dizia que a natureza não precisa estar constantemente pedindo permissão de Deus para funcionar. A matéria entende as leis da física, e as obedece, pois são leis que vem de Deus. Essa ideia de que existem leis divinas que não estão definidas nas escrituras, é um conceito interessante.

Se isso é mesmo verdade, como podemos compreende-las e saber que nossa resposta está correta? Novamente se remete aos escritos de Paulo, que dá uma grande dica: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto os seus eternos poderes, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Romanos 1:20). Em outras palavras, parte do poder de Deus e de sua divindade, também estão contidos na natureza e por meio de sua contemplação, podem ser conhecidos. O Apóstolo John A. Widstoe aprofundou esse assunto ao comentar:

“Deus se revela por meio da natureza; E quanto a natureza é lida de maneira compreensível, Deus pode pôr esse meio, ser em parte compreendido. Não há conflito entre a história das rochas ou a Bíblia”[13]. De que maneira podemos observar as leis de Deus por meio da natureza que ele criou? Simples! Seguimos um método bem semelhante aquele ensinado em Alma 32: observação, questionamento, teorias que expliquem aquela observação e testes cuidadosos que comprovem a teoria. Esse é o método científico. Não é tão assustador quanto soa, não é? Aqui torna-se necessário fazer alguns comentários adicionais.

a. Fatos e Evidencias. O cerne da ciência é trabalhar com os fatos e evidencias que possam ser coletados da natureza. Cientistas não podem ter teorias de estimação. Se sua forma de pensar é confirmada pelo experimento, pelos fatos, está correta. Caso não, está errada. Geralmente as pessoas gostam de apontar este como o maior problema da ciência: novos fatos estão sempre sendo descobertos, e por isso a ciência está sempre mudando. Mas por mais correto que inicialmente essa linha de pensamento possa parecer, ela possui limitações. As técnicas que possuímos hoje em dia são tão refinadas, que é quase impossível obter evidencias grotescamente imprecisas como no passado. A física hoje é capaz de investigar por meio de colisões de partículas, um mundo tão pequeno quanto cem bilhões de vezes menor do que um fio de cabelo; a astronomia possui telescópios que investigam e medem radiação e estrelas 13 bilhões de anos luz de distância; na biologia o mapeamento genético é de uma precisão impressionante; e a sintetização de moléculas em laboratório pela química, é um fato já real. Que magnífico é que o Senhor tem nos dado a conhecer tanto sua obra!

b. O Conceito de “Mudança” na Ciência. A ciência está de fato sempre mudando, mas desde que começamos a aplicação do método científico (em meados de 1500), a cuidadosa investigação da natureza feita por milhares de mentes brilhantes tem revelado resultados tão precisos que o próprio conceito de mudança tem sofrido uma radical...mudança! Não existem mais situações como antigamente, onde imaginava-se que a terra era plana, quando na verdade a resposta era completamente oposta (na verdade, opiniões como essa eram de uma época onde o método científico não era aplicado). O sentido de mudança que agora existe na ciência, é no sentido de contínuos e pequenos refinamentos da ideia. Por exemplo, a teoria de gravidade de Newton foi ampliada (não substituída) pela teoria da gravidade de Einstein. Ainda assim, pela teoria de Newton ser tão bem embasada em fatos da natureza, ela funciona perfeitamente bem, com exceções de algumas poucas situações onde precisou desse refinamento. Assim sendo, não é necessário temer em acreditar na ciência, pois a verdadeira ciência não desapontará.

c. A Ciência não Fala Sobre Religião. Esse é um conceito valioso a ser lembrado. E comum ouvir das pessoas que a teoria científica fala “que Deus não existe”, que a teoria científica fala que “a Bíblia está errada“, etc. Esse conceito, contudo, é falso. O Professor Mario Sérgio Cortella afirmou muito categoricamente que Deus é “possível, apesar de não ser provável”[14], e isso vem das raízes das palavras. Possível porque existe uma possibilidade de que Ele exista. Mas os nossos métodos científicos não podem provar a existência de Deus, logo ele é improvável. De maneira simples, a ciência descobre fatos sobre o mundo de maneira diferente da religião. Aquele que crê, verá na ciência evidencias maravilhosas da existência e sabedoria de um Ser Supremo. Aquele que não crê, usará da ciência para defender seu ponto de vista. Em resumo, a ciência nunca fala mal da religião, ou se contradiz com ela (o que remete ao dito do presidente Young no começo do texto). Quem o faz são alguns cientistas e filósofos por motivos e ideais pessoais, que nada tem a ver com a descoberta científica.

Ver a ciência como uma aliada, também abre possiblidades para uma melhor compreensão das escrituras. Por que o sinal do arco-íris como símbolo do convênio com Moisés, é tão singular? Por que o surgimento de uma nova estrela é de tamanha grandiosidade? É possível andar sobre as águas? Como o vento poderia dividir o Mar vermelho? Nas palavras da ainda citada carta de Galileu: “Tendo encontrado verdade na natureza, podemos usá-la como aia na verdadeira exposição das escrituras”. E o melhor é que não se precisa de uma formação ou experiência na área, para dar uma de cientista. E possível começar observando as coisas simples ao redor, comuns ao dia-dia, e tentar compreender como elas funcionam, por meio de testes simples. O giro de um spinner pode revelar coisas incríveis sobre o movimento dos planetas. Uvas passas numa garrafa de refrigerante contém os segredos de como vencer a gravidade. Não há maior prazer do que o de descobrir, todo dia, uma coisa nova sobre o mundo em que se vive.

3. Algumas Considerações e um Resumo final

Um último exemplo prático é suficiente agora, para resumir tudo o que foi dito até este ponto. Os escribas de qualquer registro (incluindo as escrituras), registram os fatos e acontecimentos de acordo primeiro com seu entendimento pessoal, e segundo, da possível compreensão daqueles que lerão. Essa é talvez uma explicação simples para o fato de que Josué, em seu registro, considerou o sol em movimento, e que ele parou (e não a terra) durante a já citada batalha no vale de Gibeom.

Uma análise interessante da compreensão dos judeus (e com isso, dos escribas que registraram e copiaram o Velho Testamento), a respeito de ciência e astronomia é dada pelo Elder James E. Talmage como o seguinte: “O orgulhoso sentimento de autossuficiência, a obsessão pela exclusividade e isolamento – era inculcado no colo maternal e acentuado na sinagoga e na escola. O Talmud, que foi escrito em forma sistemática, despois do ministério de Cristo, proibia os judeus a leitura de livros que nações estrangeiras(...). Josefo endossa tal injunção e registra que sabedoria, entre os judeus, significava apenas a familiaridade com a lei e a habilidade de discorrer sobre ela”[15]. Por outro lado, Néfi, no Livro de Mórmon, reconheceu o sol, e não a terra, como centro de nosso sistema planetário, no capítulo 12 do Livro de Helamã.

Apesar da possibilidade de ter sido por meio de revelação divina, temos que levar em consideração o avanço da sociedade Maia (identificada pelos historiadores como a mais próxima das civilizações mesoamericanas, com os aspectos da civilização Nefita[16]), com respeito da Astronomia, e daí traçar um paralelo do conhecimento que os próprios Nefitas possuíam dessa ciência. Acredita-se que o auge dessa civilização foi entre o ano 200 e 900 D.C - mais de duzentos anos dos quais os Nefitas ainda habitavam a América. Neste período eles desenvolveram um conhecimento científico assombroso – eram capazes de prever eclipses com muita precisão, de determinar a passagem de Vênus pela terra como uma vez a cada 583,935 dias (menos de 0,01% de erro), o mês lunar como 29,530 dias (também menos de 0,01% de erro e bem mais preciso que o cálculo judeu), o ano solar, etc [16].

Apesar da destruição da maioria dos escritos Maias pelos espanhóis na época do descobrimento, o que temos é bem revelador a respeito do nível de seu entendimento, e assim, não é difícil supor que Néfi tivesse em seu poder a informação sobre a real relação terra-sol. O mais interessante é saber que os Nefitas eram descendentes dos judeus e que não muitos séculos separavam a chegada do primeiro grupo judeu vindo de Jerusalém, até aquele momento. Nem sempre o senso comum que é passado de geração a geração, está correto ou completo. E novas gerações, munidas de novas informações e tecnologias, é capaz de revolucionar não só o mundo secular, mas também oferecer uma melhor visão das escrituras por meio disso.

A situação de membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias, vem com muitos privilégios, mas também deveres. Um destes é o de buscar a verdade, independentemente de onde possa ser encontrada. As verdades divinas necessárias para nossa salvação pessoal estão contidas nas escrituras e nas palavras dos profetas vivos. Elas são o caminho, a verdade e a vida[17]. E exatamente devido ao seu propósito de auxiliar-nos no caminho de volta ao lar celestial, é que as escrituras são pouco (ou nada) explicativas a respeito de outros assuntos também importantes. É verdade que há muitas outras coisas, inclusive outras leis divinas, que não são detalhadas nos escritos sagrados, e que podemos aprender por meio do método científico. E não precisa ser um cientista formado para isso! Existem meios simples pelos quais se pode aprender algo novo a respeito do mundo, todos os dias. Esse é o convite do Elder Maxwell no começo desse artigo.

E nesse processo, observaremos que até a interpretação das escrituras torna-se mais clara.

REFERÊNCIAS

1. Um estudo mais profundo da carta de Galileu pode ser encontrado sobre o título de: “A Autoridade das Escrituras em Questões Filosóficas, Carta de Galileu Galilei, Honorável Matemático e Filósofo Natural, à Grã-Duquesa de Toscana, Cristina de Medici” (1615), disponível no site: http://www4.ncsu.edu/~kimler/hi322/Galileo-Letter.pdf

2. Um entendimento básico da ciência não significa ser capaz de explicar o spin do elétron ou orbitais do átomo, mas coisas simples como: “Por que chove”, “como se forma o arco-íris”, “o que é a gravidade que nos puxa”, “o que são fósseis”, etc.

3. Neal A. Maxwell: “O Cosmos de Nosso Criador”, devocional ao Sistema de Ensino da Igreja (2002). Disponível no site: https://rsc.byu.edu/archived/sele-o-de-artigos-traduzidos/o-cosmo-de-nosso-criador

4. “Discursos de Brigham Young”, compilados por John A. Widstoe (Cáp. 1, pg. 2), Deseret Book Press.

5. Frank E. Emanuel - Professor Emérito de História da Ciência pela NYU, “Comments on Isaac Newton, the Gravity of the Genius”.

6. 1 Pedro 2:1;

7. I Coríntios 14:4;

8. D&C 1:37-38; D&C 68:4;

9. Vemos isso ao longo das escrituras. Antes de receber revelação de Deus, Abraão acreditava que por meio de Ismael o convenio seria cumprido, apesar de lhe ter sido prometido um filho por Sara (Genesis 17); Os apóstolos tinham dissensões devido as suas opiniões pessoais, a respeito da necessidade de circuncisão (Atos 15); Apesar das revelações que havia recebido sobre a ressureição, ainda haviam partes do assunto que Alma não entendia, e que somente teorizava a respeito (Alma 40). Em Jesus O Cristo, James E. Talmage afirma (antes da igreja receber revelação sobre o assunto), que Cristo pregou diretamente aos Espíritos em prisão; etc.

10. Exemplos dessas questões podem ser encontradas respectivamente em Apocalipse 17:15; Genesis 15:18; Salmos 78:65;

11. “De acordo com o sistema Ptolomaico (terra no centro), o céu move-se do Leste para o oeste através do eclíptico, e, portanto, o sol ‘deter-se’ iria diminuir, e não prolongar o dia. Na verdade, para aumentar o dia nesse sistema seria necessário acelerar o sol trezentos e sessenta vezes além de seu passo comum, em vez de pará-lo”. (Carta de Galileu a Duquesa de Médici).

12. Abraão 3; Helamã 12:15;

13. John A. Widstoe, “The Age of the Earth”, Improvement Era, 1909.

14. Mário Sérgio Cortella, Professor de Filosofia Teológica da PUC-SP.

15. TALMAGE, J. E., “Jesus, O Cristo” – pg. 60;

16. STODDARD, T. D. Phd, “Parallels Between the Book of Mormon Nephites/Lamanites and the Maya Civlization”, que pode ser encontrado no link: http://www.bmaf.org/articles/parallels_nephites_lamanites_maya__stoddard

17. Revista “Super Interessante”: Como os Maias sabiam tanto de Astronomia?, edição Out/2016, disponível no link: https://super.abril.com.br/historia/como-os-maias-sabiam-tanto-sobre-astronomia/



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