Joseph Smith e Poligamia - Origem, Desenvolvimento e Motivações | Intérprete Nefita
Logo

Joseph Smith e Poligamia - Origem, Desenvolvimento e Motivações

Joseph Smith e Poligamia - Origem, Desenvolvimento e Motivações

Poucos assuntos relacionados à Igreja de Jesus cristo dos Santos dos Últimos Dias parecem atrair mais atenção, falta de compreensão e sensacionalismo midiático do que a primitiva prática do casamento plural no período subsequente à restauração do Evangelho.

Um dos problemas naturais na dificuldade de alguns em aceitar que tal mandamento tivesse de fato origem em revelações divinas, está na comum e imprudente prática de tentar analisar e tirar conclusões de assuntos e circunstâncias do passado sob a luz, cultura e tradição de nossos próprios dias. Embora façamos isso muitas vezes involuntariamente, tal atitude é mais comum do que imaginamos. Como indivíduos e sociedade, frequentemente utilizamos nossos próprios padrões e definições de moralidade para avaliar e dessa forma tentar visualizar a forma com que outros se sentem em uma determinada situação.

Mulheres ocidentais, por exemplo, frequentemente não compreendem e se perguntam como mulheres orientais Mulçumanas podem utilizar véus e burcas, enquanto estas se perguntam como as ocidentais podem viver sem tais itens. Cada uma tende a obter uma leitura e julgamento dos fatos adaptado ao que é comum em sua própria cultura. Criamos esse tipo de imagem distorcida dos fatos em muitos aspectos de nossas vidas e cotidiano e tal distorção em nossas conclusões tendem a atingir níveis ainda mais extremos quando analisamos práticas de povos com cultura, tradições e contexto diferente do que estamos habituado.

Nosso entendimento atual da prática do casamento plural sem dúvida é um dos bons exemplos de como este processo influência nossa percepção. Analisaremos então os fatos e permitiremos que o leitor sincero tire suas próprias conclusões.

Origem da Poligamia

Embora em todas as dispensações o padrão do Senhor para o casamento tenha sempre sido o de um homem com uma mulher, o Senhor em diversas ocasiões nos tempos bíblicos permitiu a alguns de seus servos a prática do casamento plural. Homens fieis como os patriarcas Abraão, Jacó e Davi são exemplos notórios de como a prática do casamento plural era comum e ordenada pelo Senhor em determinadas situações. [1] 

No exemplo de Davi, aprendemos que em determinado momento, a cobiça o fez cometer adultério e induzir a morte do soldado Urias para que pudesse tomar sua esposa Bate-Seba como mulher.

O Senhor então enviou o profeta Natã para advertí-lo sobre seu pecado:

E te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu seio, e também te dei a casa de Israel e de Judá, e, se isto é pouco, mais te acrescentaria tais e tais coisas. (2 Samuel 12:8)

Note que o próprio Deus deu a Davi outras mulheres como esposa. Davi foi repreendido e punido portanto, não pelas esposas que havia recebido do Senhor, mas pelo adultério com aquela que não havia recebido Dele.

Abias teve 14 esposas (2 Crônicas 13:21) e ainda assim é descrito como um rei justo de Judá (2 Crônicas 13:8-12) que prosperou em batalhas por causa da benção do Senhor (2 Crônicas 13:16-18)

Moises se casou com Zípora (Êxodo 2:22) e uma mulher da Etiópia (Números 12:1), que podem ou não ser a mesma pessoa.

Deuteronômio 21:15 e Êxodo 21:10 contém instruções específicas de como a Lei Mosaica regulava casamentos plurais. 

Por que o Senhor permitiu a poligamia no Velho Testamento?

A Bíblia não fornece uma descrição específica para a razão pela qual Deus permitia o casamento plural. Alguns historiadores sugerem ao menos duas razões que embora não tenham poder conclusivo, podem servir como possíveis considerações:

* Guerras brutais e com taxas extremas de mortalidade eram comuns nos tempos bíblicos e isto provavelmente resultava em uma quantidade maior de mulheres em relação a homens.
* Devido à cultura patriarcal das sociedades antigas, era extremamente improvável que mulheres solteiras pudessem prover para si mesmas. 

Tal cenário talvez ofereça alguma compreensão de quão indesejável seria a situação de tais mulheres se permanecessem solteiras e de como o casamento plural poderia ser uma benção em suas vidas.

Casamento Plural no Novo Testamento

Com a chegada de Jesus Cristo em seu ministério mortal e a sequência por seus discípulos, notamos que a orientação dada na época para o fim do casamento plural é mencionada apenas com relação a líderes. (1 Timóteo 3:2; 3:12; Tito 1:6) Dessa forma, tais versículos por si só, não são conclusivos ao demonstrar se a prática teria sido extinta a toda a Igreja. Vemos por outro lado a ausência de exemplos práticos sobre o casamento plural no Novo Testamento. Entretanto é preciso lembrar que "ausência de evidência não constitui evidência de ausência" (Carl Sagan). 

Alguns críticos frequentemente alegam que tais passagens do Novo Testamento são conclusivas em afirmar que a prática do casamento plural teria sido permanentemente extinta e que a "nova aliança" eliminaria a necessidade de tais princípios. O problema desse tipo de abordagem está no simples fato de que o casamento plural não foi instituída na Lei Mosaica (embora ela indicasse regras), visto que os Patriarcas já o praticavam em períodos anteriores. 

O Senhor em tempos antigos instituiu, regulou e permitiu a prática para que seus propósitos fossem cumpridos. Não é absolutamente claro porém a direção que tal prática tomou no Novo Testamento. 

Casamento Plural Reinstituído Através de Joseph Smith

Em 1843, após inquirir ao Senhor sobre as razões pelo qual Ele havia permitido o casamento plural aos patriarcas, Joseph Smith recebeu a revelação que atualmente está registrada na Seção 132 de Doutrina e Convênios. Em tal revelação o Senhor declarou que a orientação para que entrassem em tal prática havia sido dada por Ele. [2] 

Reação Inicial de Membros Com Relação ao Mandamento

As evidências históricas demonstram que a revelação de que a prática do casamento plural seria novamente estabelecida por Deus foi inicialmente recebida de forma negativa pelos membros e líderes da Igreja.

Brighan Young relatou:

"Meus irmãos sabem quais foram meus sentimentos na época em que Joseph revelou a doutrina. Eu não tinha o desejo de desobedecer qualquer um de meus deveres, nem falhar naquilo em que era ordenado a fazer, mas foi o primeiro momento em minha vida que tive o desejo de morrer, e eu mal pude sobrepujar esse sentimento por um longo tempo (...) Eu jamais teria abraçado tal prática se não tivesse sido ordenado pelo Senhor" [3]

John Taylor, que casou-se com sua segunda esposa em 1843, similarmente declarou:

"Na época em que foi ordenado aos homens tomar mais mulheres como esposas, não foi fácil como alguns talvez imaginam. Quando nos foi revelado, pareceu como o início do fim do Mormonismo (...) Quando Joseph Smith pela primeira vez anunciou a revelação concernente ao casamento plural, isto me causou arrepio." [4]

A reação negativa atingiu praticamente toda a Igreja, mas principalmente o profeta Joseph Smith que hesitante por algum tempo, ainda buscava uma confirmação definitiva do Senhor. Lucy Walker relatou que Joseph "tinha dúvidas a respeito disto pois debatia sobre o assunto em sua própria mente" e a respeito de seus próprios sentimentos iniciais sobre a revelação, afirmou: "cada sentimento de minha alma se revolta contra isto".

Muitos, movidos por tais sentimentos abandonaram a Igreja e seus convênios, enquanto outros, permaneceram firmes, apesar das dúvidas e sentimentos negativos. Apesar de toda a dificuldade, para muitos, após experiências espirituais, as provações posteriormente se tornaram bençãos e as dúvidas se tornaram fé e convição.

O Anjo Enviado Pelo Senhor

Ao menos vinte e duas diferentes narrativas relatam a experiência de Joseph com o Anjo enviado pelo Senhor, ordenando que ele proseguisse com a instituição do casamento plural. De acordo com Mary Elizabeth Rollins, "Um anjo apareceu a Joseph Smith e na última vez, veio com uma espada em suas mãos, dizendo a Joseph que se não obedecesse ao mandamento ele seria destruído."[5]

Por Que O Senhor Ordenou a Prática do Casamento Plural?

Embora as escrituras não apontem uma única razão conclusiva para a necessidade da prática do casamento plural, as escrituras e o profeta Joseph Smith indicaram motivos a serem considerados:

1. Casamento Plural como parte da "Restauração de todas as coisas" profetizadas em Atos 3:19-21 e D&C 132:40,45
2. Casamento Plural como uma maneira de prover um desafio a fim de prová-los na fé (D&C 132:32,51)
3. Para prover meios pelos quais nobres espíritos pudessem nascer dentro do convênio. (D&C 132:63)
4. Para permitir que todas as mulheres dignas pudessem ser seladas a homens dignos a fim de obterem as promessas da exaltação. (D&C 132:63; 16-17)

Mais mulheres do que homens em tempos modernos?

Uma crença comum, porém equivocada sobre as motivações da prática do casamento plural em tempos modernos, está no conceito de que o mesmo cenário do Velho Testamento (onde era comum haver mais mulheres do que homens) era presente nos dias e região onde a Igreja se estabeleceu.

Pesquisas demográficas como a realizada pela historiadora Donna Hill, demonstram que "a alegação de que existiam mais mulheres do que homens no Oeste do país não é válida, visto que as informações de censos realizadas entre 1850 e 1940 e todos os registros da Igreja de Utah demonstram que homens excediam a mulheres em número na Igreja e em Utah."

O cientista e Apóstolo da Igreja John Widtsoe também se dirigiu a esse comum, mas equivocado conceito:

"A mais comum dessas conjecturas (explicando o porquê poligamia era praticada naquela época) é que a Igreja, através do casamento plural, buscou prover maridos para o excedente número de mulheres. A suposição implicada nessa teoria, de que havia mais mulheres do que homens na Igreja, não possui suporte nas evidências existentes. Pelo contrário, parece sempre ter havido mais homens do que mulheres na Igreja." [6]

Selamento para o tempo e eternidade e selamento apenas para a eternidade

Durante o período em que o casamento plural foi praticado, a ordenança do selamento possuia duas aplicações diferentes, o selamento para o tempo e eternidade e o selamento apenas para a eternidade. 

O site oficial da Igreja declara:

"Selamentos para esta vida e para toda a eternidade incluíam compromissos e relacionamentos durante essa vida, incluindo a possibilidade de relações sexuais. Selamentos apenas para a eternidade indicavam relacionamentos apenas na próxima vida."[7]

Embora o número exato de mulheres seladas a Joseph Smith seja desconhecido, registros sugerem algo em torno de 30 a 40 selamentos, sendo parte desses para o tempo e eternidade e para apenas a eternidade. É importante notar que mesmo considerando tal número de selamentos, há registro de apenas 2 crianças nascidas como resultado de tais uniões, indicando claramente que relações sexuais não eram tão comuns como críticos sugerem.

Selamento de Joseph com mulheres já casadas

Um dos aspectos que geram ainda mais polêmica no entendimento do casamento plural, são os selamentos que foram realizados entre Joseph e mulheres que na época, já eram legalmente casadas (Poliandria). Pesquisas históricas diversas entretanto, demonstram que tais selamentos eram apenas para a eternidade, visto que Joseph ensinou que Poliandria sexual constituia adultério (D&C 132:41-42, 61-63) e que tais mulheres não poderiam ter dois maridos legais (D&C 22:1; 132:4). Dessa forma, é essencial ressaltar que tais selamentos não caracterizavam casamentos duplos, visto que selamentos para a eternidade não representavam relacionamento conjugal durante a vida.

Brian Hales, um dos maiores pesquisadores dos aspectos e contexto da prática do casamento plural, declarou:

"Atualmente, isto soa estranho para nós, especialmente considerando que tais tipos de selamento não são mais executados. No entanto, nenhuma das esposas ou seus maridos legais jamais reclamaram a respeito desta dinâmica marital única".

Se tais selamentos constituíssem de fato casamentos duplos ou fossem evidência de más intenções de Joseph, naturalmente seria de esperar uma óbvia rejeição por parte dos maridos legais, alguns dos quais não eram ativos ou nem membros da Igreja eram. Tal rejeição entretanto jamais aconteceu. 

Brian Hales, também explica que o conceito de selamento apenas para a eternidade como praticado no período pós-restauração, tinha como objetivo a união de famílias, assim como nosso selamento atual une famílias verticalmente (pais, filhos, netos) como também horizontalmente (filhos se casando com membros de outras famílias).

Selamento de Joseph com uma adolescente de 14 anos

Dentre os selamentos apenas para a eternidade, o qual não incluía relações sexuais ou compromisso marital para essa vida, há o exemplo da jovem de 14 anos, Helen Mar Kimball. Hellen era filha de Heber C. Kimball, que desejava poder unir sua família à família do profeta na eternidade. 

Embora casamentos em tal faixa etária sejam incomuns e inapropriados à luz dos padrões atuais, eram comuns naquela época e região. Muitos avós e até mesmo pais em nossos dias, se casaram durante a adolescência. Isso novamente demonstra que é preciso cuidado ao julgarmos fatos utilizando apenas o padrão e cultura que vivemos, como se estes refletissem a verdade absoluta e definisse o que é moral ou imoral.

Será o casamento plural obrigatório no Reino Celestial?

A ideia de que o casamento plural será um requisito para a exaltação no Reino Celestial não possui base escriturística ou apoio em qualquer revelação.

Brighan Young declarou:

"Se desejam de todo o coração obter as bençãos que Abraão recebeu, terão que ser polígamos pelo menos em sua fé."

Em outras palavras, a prática em si nunca foi um requisito para todos os membros ou para qualificação para o Reino Celestial, mas sim exercer fé que o mandamento provinha de Deus. 

O Manifesto - O fim do casamento plural

Durante o período anterior ao Manifesto, o governo dos Estados Unidos criou leis para tornar a prática ilegal em todo o território. Em 1890, o então Presidente da Igreja Wilford Woodruff, recebeu a revelação que daria fim ao casamento plural, através d'o Manifesto. Presidente Woodruff declarou ter tido uma visão das terríveis consequências que seguiriam caso a prática não fosse interrompida. [7]

Diferentemente de mandamentos do Evangelho, o casamento plural jamais foi permanente e seu objetivo sempre foi atender a um propósito específico do Senhor, que nem sempre é totalmente claro para nós. O Senhor por exemplo, deu ordens específicas apenas a Moisés para que libertasse os escravos do Egito, apenas a Noé que construísse uma arca, em ambos os casos, ordens específicas para uma nação específica sob um contexto específico.

D&C 56:4 declara:

"Portanto eu, o Senhor, ordeno e revogo, como me parece bem(...)"

Precisamos nos lembrar que apesar de a Igreja ser digirida por meio de homens imperfeitos, é o Senhor quem está no comando. Alguns assuntos do Evangelho necessitam gradual estudo e oração para que sejam compreendidos e é preciso cuidado ao julgá-los e ousadia ao responder sobre eles. Esta é a obra de Deus e nada nem ninguém pode derrubá-la. Sendo o Senhor a fonte da revelação dada a Joseph sobre o casamento plural, então não precisamos nos desculpar ou procurar justificativas.

Dúvidas e incertezas fazem parte de nossa experiência mortal, compreensão é adquirida gradualmente e precisa ser procurada, não apenas esperando que esta venha até nós através de um discurso na sacramental, aula de escola dominical ou Conferência Geral. Ao ser desafiado por questões que aparentemente não possuem uma resposta conclusiva, seja paciente ao aguardar até que a resposta seja revelada. Estude e busque ajuda de líderes, mas tenha em mente que suas perguntas podem também ser as deles. 

Morôni afirmou que o nome de Joseph seria "conhecido como bom e mau" entre todas as nações. Jamais tal profecia teve uma aplicação tão real e literal, jamais a luta e defesa da fé foi tão necessária e a coragem ao enfrentar oposição tão requerida. Ao lidarmos com o sentimento de dúvida, lembremo-nos que foi através de uma pergunta, uma dúvida, um estudo e uma oração de um menino de 14 anos, que o Evangelho foi novamente restaurado na face da terra, trazendo consigo felicidade e esperança não apenas para a vida vindoura, mas para aqui e agora.

Clique no link abaixo e curta a página oficial do Intérprete Nefita no Facebook:

Facebook Intérprete Nefita

Fontes:

[1] Genesis 16:3; 25:1; 29:21-30; 30:3-4, 9; 2 Samuel 12:8; 2 Crônicas 13:21,13:8-12
[2] D&C 132:34-38
[3] Elden J. Watson, Brigham Young Addresses, 1865–1869
[4] John Taylor, Report of the Dedication of the Kaysville Relief Society House, November 12, 1876
[5] Mary Elizabeth Rollins Lightner Smith, “Remarks” at Brigham Young University, April 14. 1905
[6] John A. Widtsoe, Evidences and Reconciliations, 1943
[7] https://www.lds.org/topics/plural-marriage-in-kirtland-and-nauvoo?lang=por

Escrito por: Luiz Botelho em 14/11/2014




DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:Email:

Comentário:


COMENTÁRIOS

Nilma Carréa Martines em 22/04/2015

Um assunto que de certa forma me incomodou durante alguns anos, por não conseguir explicar ou mesmo embasar quando inquirida e agora fica tudo tão claro com suas explicações, numa liguagem simples. Agradeço-lhe imensamente por colocar este assunto em pauta. Nunca duvidei dos mandamentos do Pai, jamais, e sempre soube em meu íntimo que razão teve o Senhor para tal. Obrigada, mais uma vez.


Luiz Botelho

Olá Nilma,

Fico feliz em saber que o artigo lhe ajudou a encontrar respostas, referências e o mais importante, paz. Obrigado por seu apoio e testemunho.

Abraço!

italo emanuell furtado carneiro em 01/03/2015

Caro irmão Luiz Botelho, parabéns pelos seus estudos e suas abordagens claras, simples e didáticas nesse site. Acredito que não é fácil para alguém demostrar tamanha coerência ao abordar assuntos de natureza tão polemica, principalmente como o casamento plural. Precisamos de mais membros escritores brasileiros que exponham mais estudos sérios de assuntos relacionados a Igreja e estudos atualizados(mostrando sempre as fontes). No atual contexto onde vivemos, nós achamos que uma doutrina tal como a tem hoje sempre foi assim e que nunca poderá assim dizendo passar por modificações ou adições conforme os propósitos sábios de Deus, através de revelação aos seus servos autorizados. Sempre pensei que o casamento e selamento fossem a mesma coisa, mas antigamente não era bem assim. Atualmente, o casamento está sancionado por leis civis, humanas e já o selamento é feito por aprovação divina de Deus pelo Santo Espírito da Promessa por aquele que foi ungido para realizar tal ordenança e consiste continuação desse relacionamento após a morte. E também ao falarmos sobre o casamento no templo falamos que o casamento é para a vida (o que inclui ter relações sexuais) e para toda a eternidade, mas no começo da história da Igreja não era assim, bem compreendido. Certa vez, lendo no Manual Ensinamento dos Presidentes da Igreja,Presidente Wilfordf Woodruff(não lembro em quais páginas estão, exceto que estava localizado na parte da Vida dele), que disse foi através dele que se obteve uma revelação de que o selamento passasse a ser no sentido de marido e mulher, com seus filhos(caso o selamento seja feito depois) tal como é administrada atualmente e entendido atualmente. Antes dessa revelação existem até registros que amigos podiam se selar para a eternidade, acredito que os selamentos dessas esposas ao profeta Joseph Smith, como foi descrito seja mesmo só para lhes garantirem suas bênçãos na eternidade a um portador justo do sacerdócio. Enfim, independente de qual (ou quais sejam os motivos) Deus assim estabeleceu e com certeza mais luz virá para ser revelado sobre esse assunto tão interessante. Continue sempre com esse excepcional trabalho e não desista.

Daniel Lima em 17/02/2015

Incrível dissertação sobre o tema Irmão Luiz! Nunca duvidei de que a prática do casamento plural fosse um mandamento dado pelo Senhor mas sempre tive dificuldades para explicar sobre o assunto para amigos não membros. Posso dizer que hoje essas duvidas acabaram!


Luiz Botelho

Olá Daniel,

Fico feliz que o artigo o tenha ajudado a compreender melhor o tema.

Grande abraço!

Alexandre José em 24/11/2014

Bom dia. Muito bom esse artigo. Nos dá uma visão mais ampla do assunto. Só queria saber se tem referencias desse artigo tirado de outros livros da igreja?Abraços.


Luiz Botelho

Olá Irmão, Obrigado pelo apoio. A maior parte das informações estão presentes em documentos históricos, pesquisas de Brian Hales e alguns artigos oficiais da Igreja, que podem ser encontrados por hora em Inglês apenas, na sessão Gospel Topics do site oficial www.lds.org. Algumas referências no entanto, estão citadas no próprio artigo. Grande abraço!

guilherma em 22/11/2014

Ótimo artigo parabéns mais uma vez me surpreendeu.

dagmar fernado da silva em 15/11/2014

luiz muito obrigado pela sua preocupação me ajudou muito e consertesa vai ajudar muitas pessoas ainda mas uma vez muito obrigad e posta mas p q possamos ajudar outras pessoas to pedindo p varios amigos meu do face q é membro da igreja curtir p q possamos aprender juntos obrigado mas uma vez abraço seu eterno amigo dagmar


Luiz Botelho

Olá Dagmar, Fico feliz em saber que de alguma forma o artigo pôde ajudá-lo a compreender melhor o assunto. Obrigado pelo seu esforço em compartilhar a assim poder ajudar outros. Abraço!

Erika em 14/11/2014

Obrigada pelo excelente trabalho e pesquisa, Luiz! Vou compartilhar.


Luiz Botelho

Obrigado Erika!

Ricardo Mendonca em 14/11/2014

Muito obrigado por publicar, e usar uma linguagem de fácil entendimento! A mídia adora polemizar e quando estamos compromissados com a verdade, buscamos os fatos, a história e acima de tudo a orientação divina !


Luiz Botelho

Obrigado Ricardo. Concordo que no geral, todos nós como membros da Igreja precisamos melhorar a maneira com que analisamos toda a informação, afim de deixarmos de ser meninos inconstantes na fé. Abraço!