Os Blocos de Edificação do Universo - Ciência | Intérprete Nefita

Os Blocos de Edificação do Universo

O Evangelho de Jesus Cristo no Nível Subatômico.


Por Luiz Botelho 24 de Julho de 2018
Os Blocos de Edificação do Universo

Essa é uma versão comentada do livro "A Gospel Trilogy" (Uma Trilogia do Evangelho), escrito por Cleon Skousen, traduzido porFrancisco Candido Xavier (Amoramon) e revisado por Luiz Botelho. Este discurso foi inicialmente apresentado na apresentação do Presidente Mike Glauser, para aproximadamente 180 missionários na Missão Geórgia Atlanta em 2-3 de Novembro do ano 2000.

As notas em negrito dos editores Luiz Botelho e Diego Guardia visam comentar, dar contexto, explicar e fazer correlações doutrinárias ou científicas com outros princípios do Evangelho ou ciência.


Trilogia 1

Introdução

Uma das coisas mais gratificantes em partir para uma missão é a oportunidade de realmente aprender a respeito do evangelho. E nós o aprendemos em dois níveis.

O primeiro nível é o que Paulo chama de nível do LEITE do evangelho – aprendendo QUAIS são os requisitos do evangelho para levar-nos de volta à presença do Pai; por exemplo, fé, arrependimento, batismo, o dom do Espírito Santo, obedecendo aos mandamentos e perseverando até o fim. É verdade que ele minimiza a sagrada importância do nível do LEITE porque ele diz-nos nos mais simples termos o que fazer para chegar ao reino celestial.

O segundo nível é o que Paulo chamou de o nível da CARNE que explica o PORQUÊ cada princípio do evangelho é essencial e COMO ele funciona. Dessa forma, o leite é o “O QUÊ” do evangelho. A carne é o “PORQUÊ” e o “COMO”. A diferença entre leite e carne é definida muito claramente nas escrituras. Eis como Paulo fez a distinção entre esses dois diferentes níveis. Do estudo do evangelho. Ele disse:

“Eu vos alimentei com leite e não com carne; porque até hoje não fostes hábeis para digerí-la, nem mesmo agora sois hábeis.” (I Coríntios 3:2).

“Porque devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais que se vos tornem a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos da palavra de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de alimento sólido Porque todo aquele que ainda se alimenta de leite não é experiente na palavra da justiça, porque é menino. Mas o alimento forte é para os aperfeiçoados, mesmo aqueles que em razão do costume têm os sentidos exercitados para discernir o que é bem e o que é mal. Por isso “NÃO” (conforme acrescentou Joseph Smith) deixando os princípios da doutrina de Cristo, PROSSIGAMOS EM BUSCA DA PERFEIÇÃO; sem voltar (repetidamente) às fundações de arrependimento de obras mortas e da fé em Deus.” (Hebreus 5:12-14 e 6:1).

Isaías diz que a carne pertence àqueles “que compreendem a doutrina e que já estão desmamados, isto é: Já deixaram o leite como seu único alimento... Porque preceito precisa ser dado sobre preceito, linha sobre linha”.(Isaías 28:9-10)

Por certo o grande desafio de Joseph Smith como o profeta líder desta nova dispensação foi que ele não recebeu novo conhecimento meramente linha sobre linha e preceito sobre preceito, mas sim CAMADA SOBRE CAMADA. Algumas vezes essas camadas estavam tão enriquecidas com doutrinas pesadas da carne do evangelho que os associados a Joseph chocaram-se com elas e denunciaram tanto a Joseph quanto as mais recentes camadas (ou conjuntos) de revelações como falsas e inaceitáveis. Mas o tempo de Joseph era curto. Ele não poderia esperar por aqueles que ficavam para trás. Consequentemente, dez membros do Quórum original dos Doze Apóstolos tropeçaram. Os dois apóstolos que se mantiveram firmes com o profeta foram Brigham Young e Heber C. Kimball.

Enquanto estamos numa missão nos concentramos para ensinar o leite apenas porque essas são as coisas claras e simples que são essenciais para nos levar de volta ao Reino Celestial do Pai. Elas nos dizem O QUE fazer. A chave do sucesso no nível do leite é OBEDIÊNCIA, a disposição de seguir os requisitos essenciais do Evangelho. Note que Paulo ficou preocupado com os santos no seu tempo porque não conseguia fazê-los ir além do leite e aprender a carne do evangelho E COM ISSO CAMINHAR PARA A PERFEIÇÃO. Note a advertência de Isaíaas de que a carne do evangelho não pode ser digerida na base de engolir sem mastigar. Ela precisa ser ponderada em oração, preceito sobre preceito e linha sobre linha.

A Bênção de Ter um Grande Professor

Eu passei a carne do evangelho pouco depois de chegar à Missão Britânica. Eu tinha apenas 17 anos quando fui chamado para uma missão e ao chegar à Inglaterra soube que o Elder John A. Widtsoe estava presidindo sobre todas as missões na Europa e que ele tinha seu escritório geral na Inglaterra, o significava que eu o veria uma vez ou outra.

O Presidente Widtsoe era um apóstolo e membro do Conselho dos Doze. Ele havia sido presidente de duas universidades, era um cientista famoso, e membro da Real Sociedade da Inglaterra. Por reputação era considerado um dos mais destacados conhecedores do evangelho em toda a Igreja e havia escrito livros sobre os ensinamentos de Joseph Smith e os Discursos de Brigham Young.

Certo dia quando estávamos juntos no mesmo trem, fui ousado o bastante para perguntar ao Elder Widtsoe uma questão do evangelho. Eu não sabia naquele tempo, mas minha pergunta aconteceu ser a mais profunda questão de todo o evangelho.

Eu disse, “Elder Widtsoe, Por que Jesus teve de ser crucificado?”.

Ele parou por um momento e então disse, “Quem disse a você para me fazer essa pergunta?”.

Eu disse, “Ninguém. É minha a pergunta. Quando eu ainda era um menino pequeno no Canadá disseram-nos no tempo da Páscoa como Jesus foi lacerado com um chicote, como puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça com sangue escorrendo por sua face, e como ele foi pregado na cruz e sofreu a mais terrível agonia. Eu ponderei sobre quem no mundo quis todo aquele sofrimento? Tinha um propósito, qual era? Além do mais, como a crucificação de Jesus tem qualquer coisa a ver com a minha salvação?”.

Elder Widtsoe pensou por um momento então disse: “Eu poderia responder suas perguntas, mas você não entenderia as respostas, você não conhece o bastante a respeito do seu Pai Celestial”.

Então eu disse “O senhor poderia me ensinar?”.

Era uma pergunta audaciosa para fazer a uma sobrecarregada Autoridade Geral, mas após um momento ele disse: “Considerando que é sua pergunta, talvez tenha bastante curiosidade e tenacidade para percorrer a verdadeiramente tediosa tarefa de aprender a respeito – linha sobre linha e preceito sobre preceito – esta é a única maneira de obter a totalidade do quadro”.

Assim foi o como eu cheguei a uma das maiores bênçãos de toda minha vida. Tornei-me um estudante da carne do evangelho sob a direção do Apóstolo John A. Widtsoe.

Parte 1

Tudo na Existência é Feito de Apenas Duas Coisas. Um Início Surpreendente!

Elder Widtsoe colocou-me a umas cem milhas distante da minha pergunta original sobre a crucificação.

Ele perguntou se eu sabia que tudo na existência era feito de apenas duas coisas. Bem, eu havia recentemente sido diplomado no colegial e tinha aprendido em química sobre os elementos. Eu disse que não havia apenas dois. Químicos haviam identificado mais do que cem diferentes elementos.

“Oh”, ele disse, “cada elemento é feito de milhões dessas mini partículas de que estou falando.” Dessa forma, perguntei o que eram essas duas mini partículas.

Ele disse, “Quando o profeta Leí estava em seu leito de morte, explicou a seus filhos que tudo na existência é feito a partir desses mini blocos. Veja se você descobre do que ele os chamou no livro de 2 Néfi”.

Eu perguntei por que ele não me deu o capítulo e o verso. “Oh, eu não tiraria de você a emoção de encontrá-los.” Isso foi característico de todo meu treinamento com John A. Widtsoe. Ele descreveria o princípio e falaria a respeito do onde encontrá-lo e então deixava comigo a tarefa de achar. Eu finalmente achei a declaração de Lei. Ele disse:

“Há um Deus, e ele criou TODAS as coisas, ambos os céus e a terra, e todas as coisas que neles estão. AMBAS AS COISAS PARA AGIR E COISAS PARA SOFRER A AÇÃO.” (2 Néfi 2:14)

Elder Widtsoe então disse: “O Pai Celestial chamou as coisas que agem por um determinado nome e as coisas que recebem a ação por outro nome”. Esses são os dois blocos dos quais o Senhor fez tudo no universo inteiro. Veja se consegue descobrir como ele os chama, “Você vai encontrar esses nomes no terceiro quarto de Doutrina e Convênios”.

Realmente tive que cavar para encontrar aqueles versículos. Finalmente encontrei os nomes desses dois blocos na Seção 93, versículos 29-33. O Senhor disse que a coisa que “age” é chamada uma inteligência e aquela que “recebe a ação” é chamada “elemento” ou matéria primária. Ele disse que esses blocos sempre existiram. São eternos. (D&C 93:29, 33). Não podem ser criados nem destruídos. Mas podem ser organizados, Desorganizados e Reorganizados.

Nota dos Editores: No campo científico, o princípio descrito em D&C 93 é chamado de Lei das Conservações das Massas e se tornou popular com a famosa frase dita em 1785 pelo proeminente cientista Antonie Lavoisier, quando afirmou que “Na natureza nada se cria e nada se perde, mas tudo se transforma.” O conceito afirma que matéria em qualquer forma não pode ser criada nem destruída, mas apenas transformada de um estado a outro.

Considerando que a inteligência é o ingrediente que age, presume-se que os elementos são inertes, ou alguns têm dito: “simplesmente preenchimento”. “Contudo, Brigham Young disse que esses ínfimos pontos da matéria primordial, são capacitadas para receber Inteligência”. (Jornal de Discursos 7:2). De fato, Brigham Young – que fora orientado por Joseph Smith – parece ter tido uma completa visão da natureza da inteligência e de sua associação com a matéria primordial (ou fundamental). Ele disse:

“Há uma eternidade de matéria, e é toda sujeita e preenchida com uma porção de divindade. A matéria está condicionada à existência; não pode ser aniquilada. A Eternidade não tem fronteiras e é preenchida por matéria; e Não há coisa como vácuo. E a matéria é apta a receber inteligência... a matéria pode ser organizada e tornada inteligente, e a possuir mais inteligência, e continuar a crescer em inteligência... E poderia aprender aqueles princípios que organizaram matéria em animais, vegetais e seres inteligentes; e poderiam discernir o ato divino para produzir seres inteligentes. (Brigham Young, Jornal de Discursos, vol. 7, p.2-3).

Nota dos Editores: Surpreendentemente, o conceito ensinado por Brigham Young em 1859 de que não há nada absolutamente vácuo é compatível com o entendimento científico moderno e o precede em algumas décadas. Apenas no final do século 19 e início do século 20 teorias mais elaboradas, como a Teoria da Relatividade, traria um entendimento mais amplo de que o que filósofos e cientistas costumavam chamar de “vácuo” com absoluta ausência de qualquer matéria ou energia, é na verdade preenchido com o denominado “tecido do espaço-tempo”, responsável pela existência da gravidade.

Existe Inteligência em Todas as Coisas?

Esses princípios foram integralmente compreendidos por Joseph Smith e os primeiros irmãos.

Como o Apóstolo John A. Widtsoe disse:

“Foi compreendido claramente pelo Profeta (Joseph Smith) e seus associados que a inteligência é a força vivificante da criação - animada ou inanimada – a rocha e a árvore e a besta e o homem, têm graus ascendentes de inteligência.” (Joseph Smith, Buscador da Verdade, Deseret News Press, pgs. 150- 151)

E Brigham Young disse:

“Existe vida (ou inteligência) em toda a matéria através da vasta extensão de todas eternidades; está na rocha, na areia, na água, no ar, nos gases, e em resumo, em todas as descrições e organizações de matéria, seja sólida, líquida, ou gasosa, partícula operando com partícula” (Jornal de Discursos, vol. 3, pg. 277)

Como o Pai Administra Sua Vasta Hoste de Inteligências

Essas inteligências têm cada uma anexada a si mesma partículas de matéria. Depois disso ter ocorrido, Abraão refere-se a elas como “inteligências organizadas”. (Abraão 3:22). Deus pode falar com essas inteligências e depois delas terem sido arduamente treinadas podem dispor-se ou pôr-se em conforme com as altamente complexas instruções que recebem do Pai, do Filho, ou de membros do Sacerdócio que estejam autorizados a executar certos atos sob a direção do Pai ou do Filho.

O Senhor diz que esse elaborado processo de treinamento de suas eternas entidades para conformarem-se com a complexidade dos desígnios de Deus acontece através de ter “inteligência apegando-se à inteligência” de acordo com um padrão prescrito. (D&C 88:40). Os cientistas estão identificando gradativamente esses padrões complexos e têm desmembrado sua complexa composição. Os padrões são únicos para cada entidade através da natureza e são referidos como seus DNA.

Parte 2

Como eu fico ciente da minha própria inteligência individual?

Perguntei ao Elder Widtsoe com que se pareceria uma “inteligência”.

Ele disse que me olhasse no espelho, já que eu era uma inteligência. Eu disse, “O senhor se refere a tudo de mim?”, ele disse, “Não, apenas o pequeno ”Eu sou” em você que o Pai Celestial tem treinado desde que o retirou das trevas exteriores”.

Ele continuou, “Sabemos que você foi valente durante seu treinamento como uma inteligência porque o Pai lhe deu um corpo de espírito semelhante ao dele, e porque você foi valente também no mundo de espírito ele permitiu que você tivesse um corpo físico junto com milhões de inteligências organizadas no seu tabernáculo temporal e fielmente servindo a você aqui na terra.” (Aqui estão consideradas todas as coisas que Deus colocou na Terra para uso do homem – todas elas são inteligências nas suas várias funções).

“Bem”, eu perguntei, “onde ESTÁ minha inteligência pessoal?”, Ele disse, “Coloque sua mão no alto de sua cabeça. Isso está acima ou abaixo de você?” Eu disse, “Está acima de mim”. Ele disse, “segure o seu queixo, isso está acima ou abaixo de você?”. Respondi, “está abaixo de mim”. “Segure a sua orelha”. Eu disse, “está ao lado de mim”. Então o Elder Widtsoe perguntou, “Onde está esse pequeno EU que você esteve falando a respeito?”. Eu disse, “deve estar para trás em algum lugar”. Ele respondeu, “Eu acho que sim”.

Perguntei, “minha mão é parte de MIM?”. Ele disse, “Não, essa mão é SUA, mas não é do EU ou pequeno EU SOU que você esteve falando a respeito”.

Perguntei ao Elder Widtsoe por que chamamos o EU em cada um de nós de “um pequeno EU SOU.”

Ele disse, “Feche os olhos. Agora me diga se você pensa que realmente existe. É interessante que você realmente SABE que existe. Como o famoso filósofo, René Descartes, declarou: “Penso, logo existo – Eu penso, por isso eu sou.” Descartes foi um Francês que viveu de 1596 a 1650 e é considerado por muitos como o pai da filosofia moderna. Ele acreditava que tudo consistia de duas coisas: substância pensante – a mente – e substância estendida – ou matéria. Uma coisa ele sabia com certeza, o fato de que ele pessoalmente existia. E por cuidadosamente seguindo uma série de proposições, estava certo de que Deus também existia.”

A esta altura, Elder Widtsoe disse: “Agora, com os olhos fechados, primeiro observe sua própria consciência de si mesmo e então note que tudo o mais existe FORA de você. Está fora de sua entidade autoconsciente. Como Descartes você também sabe que VOCÊ É ou dizendo de forma mais pessoal você pode dizer, EU SOU. Isso é o que a sua inteligência individual está dizendo. Você não sabe somente que existe, mas Deus diz que você SEMPRE existiu. Você não precisava ser criado porque sempre esteve lá. E Deus esteve sempre lá. Ele não foi sempre Deus, mas foi sempre uma entidade existente. Quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, ele disse: “EU SOU, o que EU SOU.” (Êxodo 3:14) em outras palavras ele tem sido sempre um ser auto existente e agora nós sabemos que ele ascendeu sob a direção de seu Pai até tornar-se um Deus. Agora, Elder Skousen, seu pequeno “EU SOU” está naquele mesmo curso de progresso eterno. Se você for fiel, pode tornar-se como seu Pai Celestial.”

Nota dos Editores: As perspectivas apresentadas por Elder Widtsoe demonstram a profundidade de conceitos do Evangelho, filosofia e ciência e sua compatibilidade quando interpretados corretamente. Elder Widtsoe primeiramente afirma que cada indivíduo possui uma inteligência mestre, que poderia ser definida como nossa consciência e adiciona que embora cada parte e elemento de nossos corpos sejam compostos por matéria e inteligência, estas não são diretamente ligadas ao nosso “Eu sou”. Tal princípio é compatível com o entendimento científico de que renovamos no decorrer de nossas vidas de nossas células, que de uma forma ou de outra, continuam a existir, mas eventualmente passam a fazer parte de outros materiais ou vida.

Um Adicional Exame de Onde Nós Viemos

Perguntei ao Elder Widtsoe: “Se nós sempre existimos, de onde nós viemos?”. Ele respondeu “Trevas Exteriores”. Eu perguntei “Como nós sabemos disso?”. Ele disse, “O Senhor revelou o que acontece aos filhos da perdição, e através de seguir a trilha de suas desintegrações aprendemos de onde NÓS viemos. Por exemplo, o pai Leí estava no seu leito de morte quando se dirigiu aos seus dois filhos iníquos, Laman e Lemuel. Disse que eles estavam em perigo de tornarem-se filhos de perdição. Eles tinham visto um anjo e ouviram a voz de Deus os repreendendo por muitas horas. Leí por isso disse que se eles continuassem tentando matar Néfi e se recusassem a se arrepender de seus horríveis pecados, se tornariam filhos de perdição. Então disse a eles o quê isso significava. Disse que eles seriam despojados de seus corpos ressuscitados, AMBOS CORPO E ALMA.” (2o Néfi 1:22)

Brigham Young descreve o processo de privar os filhos da perdição de ambos, corpo e alma como foi mencionado pelo pai Lei, ele disse:

"Eles serão decompostos, tanto a alma como o corpo, e retornarão a seus elementos nativos. Não afirmo que eles serão aniquilados, mas desorganizados, e será como se nunca houvessem existido, e enquanto nós viveremos e reteremos nossa identidade e contenderemos contra aqueles princípios que tendem à morte e dissolução (...) Eu desejo preservar a minha identidade, para que possam me ver nos mundos eternos assim com me veem agora." (Journal of Discourses 7:57 p.58, Brigham Young, June 27, 1858)

Posteriormente ele explicou que Satanás e seus anjos seriam despojados de seus espíritos. Em ambos os casos isso deixa a inteligência individual sem qualquer corpo que seja. Ambos perdem sua identidade anterior com nada restando além da inteligência individual em estado de completa nudez.

Sem dúvida isso é o que o Senhor quis dizer quando disse:

“Mas todo aquele que não se arrepende é cortado e atirado ao fogo; e recai sobre eles novamente uma morte espiritual; sim, uma segunda morte porque novamente são separado das coisas concernentes à retidão.” (Helamã 14:18)

E novamente:

“Porque logo chegará o fim; e eles serão cortados e lançados no fogo [das trevas exteriores], de onde não há retorno.” (3o Néfi 27:11)

Neste ponto não pude evitar perguntar “O que acontece com esses espíritos despojados, privados dos corpos, inteligências desnudadas?”.

Elder Widtsoe então chamou minha atenção para Doutrina e Convênios 88:32 onde é dito que essas entidades afligidas “RETORNARÃO NOVAMENTE para seus próprios lugares.”

A escritura diz o que isso significa:

“Eles irão para as trevas exteriores, onde há choro e pranto e ranger de dentes.” (D&C 133:73).

Disso tudo aprendemos que as escrituras ensinam claramente que todos nós viemos originalmente das trevas exteriores e que os filhos da perdição retornam NOVAMENTE para o lugar donde todos nós viemos.

Nota dos Editores: Dois outros artigos publicados neste site exploram a natureza dos Filhos de Perdição e das Trevas Exteriores. Eles podem ser encontrados clicando aqui e aqui.

A Batalha de Satanás para Evitar a Desorganização Do seu Corpo de Espírito

No final do Milênio a escritura diz que Satã lançará uma guerra feroz para evitar a desorganização do seu corpo de espírito conforme descrito por Brigham Young. Sua guerra será também para evitar a desorganização dos corpos de seus seguidores incluindo os filhos da perdição ressuscitados.

A escritura diz:

“E quando os mil anos terminarem, Satanás será solto de sua prisão e sairá para seduzir as nações dos quatro cantos da terra, Gog e Magog, reunindo-as para o combate; seu número é como as areias do mar... Subiram sobre a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos e a Cidade amada; mas um fogo desceu do céu do céu e os devorou.” (Apocalipse 20: 7-9).

Essa é a destruição que Satanás e suas hostes estão determinadas a evitar. Mas eles perderão a guerra. Serão abatidos. Satanás e a terça parte dos filhos do Pai Eterno que o seguiram perderão seus corpos de espírito enquanto Caim, Judas Iscariotes e todos os filhos de perdição (que estiveram do lado do Salvador na guerra do céu e por isso foram qualificados para obter corpos mortais) perdem seus corpos ressuscitados por que eles traíram a Deus e por isso foram ressuscitados sem qualquer grau de glória ou capacidade para continuar existindo. (D&C 88:24) Eles por isso são lançados fora com nada além da inteligência desincorporada. Assim, o que acontece com essas desnudadas inteligências? Já citamos a escritura que descreve seu destino:

“Esses serão mandados para fora, para as trevas exteriores, onde há choro e lamento e ranger de dentes.” (D&C 133: 73).

E em outro lugar é dito:

E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. (Apocalipse 20: 10).

Certamente não seria justo que Deus lançasse os corpos dos filhos da perdição (dos que na mortalidade nisso se tornarem) nas trevas exteriores só porque a inteligência mestre encarregada de cada espírito ou filho da perdição ressuscitado tivesse cometido um pecado imperdoável. Aquelas pequenas inteligências naqueles corpos haviam sido inicialmente obedientes a Deus. Por isso o material nos espíritos e nos corpos ressuscitados das hostes de Satanás serão enviados de volta à terra (juntamente com as inteligências mestres que levaram todo o conjunto de mini inteligências formadoras de seus corpos à condenação como filhos da perdição) e após isso serão glorificados quando a terra for celestializada.

A grande tragédia de tudo isso é que todos aqueles que se tornaram servos de Satanás jamais podem voltar. (D&C 29:29). Eles não podem ser levantados em algum futuro turno de criação e reciclados. Tendo traído a Deus depois de terem sido investidos com tremendas bênçãos espirituais perderam para sempre seu lugar no programa de Deus para o progresso eterno. Centenas de milhões de outras inteligências estão esperando sua vez. Por terem traído a Deus os filhos da perdição perderam completamente suas bênçãos eternas.

Nota dos Editores: Há ao menos duas interpretações plausíveis para a definição do que as escrituras chamam de “a terça parte” das hostes celestiais que escolheram seguir Satanás. Na primeira, o número é literalmente ou aproximadamente um terço de todos os espíritos criados por Deus. Na segunda, a expressão “terça parte” poderia meramente caracterizar apenas uma de uma divisão de todos os filhos em 3 partes, que podem não necessariamente possuir a mesma quantia de espíritos. Sendo a primeira interpretação a mais aceita na Igreja, podemos estimar de maneira aproximada a quantidade astronômica de filhos de perdição descritos nas escrituras. Pesquisadores do Instituto "Population Reference Bureau" estimam que no decorrer de toda a história humana, viveram cerca de 107 bilhões de habitantes na terra, levando-se em conta todas as épocas, incluindo as 7 bilhões de pessoas vivas atualmente. Ao dividir esse número por 3, teremos ao menos 35 bilhões de filhos de Deus que rejeitaram seu plano e se rebelaram. Tal número nos ajuda a entender o quão atraente era o plano original de Satanás. (www.prb.org - Population Reference Bureal)

Podem Deus Ou seus Servos Rearranjar os blocos de Edificação?

Finalmente eu disse ao Elder Widtsoe, “Considerando que todas as coisas são feitas de dois simples blocos de edificação consistindo de inteligência e pontinhos da matéria primordial, há algum momento que Deus tenha transformado alguma coisa em outra inteiramente diferente?”.

“Sim”, replicou Elder Widtsoe. “Deus tem feito isso para seus profetas de maneira que eles pudessem compreender a extensão do poder supremo do Pai, por exemplo, nós temos a passagem de Moisés em Êxodo, Capítulos 3 e 4.” Eis o que aconteceu:

“Quando Moisés tinha 80 anos de idade o Senhor o enviou para voltar ao Egito e livrar os filhos de Israel lá escravizados”. Moisés havia deixado o Egito quando tinha 40 anos sob condenação de morte por ter matado um mestre de escravos egípcio. Por isso Moisés estava com medo de voltar ao Egito. O Senhor garantiu a Moisés que iria com ele, mas Moisés ainda estava com medo. O Senhor determinou-se a demonstrar ao seu profeta recentemente chamado que tendo o poder de Deus indo com ele era uma fantástica vantagem. Para mostrar seu poder, Deus mandou que Moisés deitasse ao solo sua vara de pastor. Quando ele fez isso, a vara de fibras de madeira transformou-se em células da carne de uma serpente. Isso muito amedrontou Moisés e ele começou a fugir. Mas o Senhor disse a ele que pegasse a serpente pela cauda e quando ele o fez, as células da carne da serpente voltaram a ser fibras de madeira da sua vara de pastor.

O Senhor então disse a Moisés para colocar a mão no peito. Moisés estava prestes a aprender alguma coisa muito importante sobre a mão humana. Para começar, ela é feita de pó, apenas pó comum. Quando o espírito sai à mão volta a ser pó. Mas esse pó é saturado com inteligências. Assim o Senhor disse àquelas diminutas entidades, não vão de volta ao pó, mas sim simulem lepra. Elas o fizeram, e quando Moisés foi mandado pelo Senhor que retirasse a mão do peito, ficou horrorizado ao ver a mão apresentando lepra incurável. Ele deve ter pensado o que Deus estava fazendo com ele. O Senhor então mandou Moisés colocar novamente a sua mão no peito, o que ele timidamente fez. Então o Senhor comandou as células leprosas que elas se tornassem carne saudável como antes. O Senhor então disse a Moisés que retirasse a mão do peito, e quando ele viu que ela estava agora bonita e corada ficou grandemente aliviado e grato acima de qualquer expressão.

O Senhor prometeu a Moisés outros milagres se fossem necessários como tornar água em sangue. (Êxodo 4:9) Contudo isso foi o suficiente para demonstrar o poder de Deus em comunicar-se com a inteligência na matéria e por isso mudar madeira em carne, e posteriormente, fazer água jorrar de uma rocha sólida (Números 20:11). Em análise final, tudo é feito de apenas duas coisas e Deus pode comunicar-se com a vasta hoste de inteligências para fazê-las serem tornadas em qualquer coisa que queira.

Onde os Deuses Estão Edificando Seus Reinos?

Foi também no começo de minha missão que eu passei por uma declaração do Senhor na Seção 71 de Doutrina e Convênios dirigida a Joseph Smith e Sidney Rigdon, que diz:

“... abram a boca para proclamar meu evangelho, as coisas do reino pelas escrituras expondo seus MISTÉRIOS TIRADOS DAS ESCRITURAS” (D&C 71:1)

Eu disse ao Elder Widtsoe não saber de quaisquer mistérios nas escrituras. Elas pareciam muito claras para mim. Certamente isso era um missionário de 17 anos falando.

Elder Widtsoe sabia que esse jovem missionário precisava de uma lição de humildade. Ele disse, “Elder Skousen, vá para a seção 88 de Doutrina e Convênios. Há muitos mistérios nessa seção de escrituras, e quero que você explique um deles para mim. Por exemplo, quero que você leia o versículo 37 descrevendo o espaço de Deus.” “Oh,” eu disse, “espaço é fácil de definir. É tudo daqui para fora.” “Errado”, disse Elder Widtsoe. “Leia o versículo 37”, que diz:

"E há muitos reinos; porque não há espaço onde não há reino; e não há reino onde não há espaço, seja um maior ou um menor reino.” (D&C 88:37)

Uma análise cuidadosa deste versículo nos diz duas coisas:

A primeira diz que "espaço” é uma região definida ao longo das eternidades onde as famílias dos Deuses estão edificando sua vasta rede de reinos, e a segunda diz que eles não edificam nenhum reino fora desse “espaço”, ou a sagrada região sob seu controle exclusivo. Esta é a significação de certa forma oculta da frase: “Não há reino onde não há espaço.” Elder Widtsoe disse que este é um dos mistérios nas escrituras.

Perguntei ao Elder Widtsoe por que Deus chama a essa passagem um “mistério nas escrituras”. Elder Widtsoe disse, “Bem, aquela passagem contém uma revelação definindo “espaço”, e embora você a tenha lido muitas vezes nunca a compreendeu. Até o dia de hoje foi um mistério para você.” Eu estava começando a ter a ideia.

O Que Está Além do Espaço?

Isso me levou a perguntar ao Elder Widtsoe, “Já que o espaço é a sagrada região de trabalho dos Deuses, o que existe fora ou além do espaço?”.

Elder Widtsoe disse que os Deuses chamam a região além desse espaço (de suas operações) de trevas exteriores. Assim, perguntei: “O que existe nas trevas exteriores?”.

Ele disse; “Vastas e ilimitadas quantidades de inteligências desorganizadas e partículas de matéria primária desorganizada. Esses são os dois blocos de construção ou edificação dos quais temos falado a respeito. É desses vastos recursos nas trevas exteriores que os Deuses retiram os elementos vitais ou blocos de construção para estabelecer cada nova turno de criação”.

Finalmente perguntei: “Quem está encarregado das trevas exteriores?” Ele respondeu “Ninguém. As inteligências primitivas e as partículas de matéria primária existem em sua totalidade em caos, desorganizadas e sem nenhuma força de organização ou influência para guiá-los”.

Alguns dos nossos primeiros irmãos sugeriram que o Santo Espírito pudesse estar pairando sobre a escuridão exterior. Aqui está a resposta de Brigham Young:

“Irmão [Orson] Hyde estava [defendendo] essa mesma teoria certa vez, e em conversa com o irmão Joseph Smith apresentou a ideia [de que o Santo Espírito pudesse estar pairando sobre ilimitadas eternidades que ele erradamente chamou de espaço ilimitado.] Brigham Young disse que após Orson ter apresentando sua visão sobre a teoria cuidadosa e detalhadamente, perguntou ao irmão Joseph o que ele pensava daquilo. “Ele respondeu que parecia muito bonita, e que não sabia de outra além de uma só séria objeção a ela.” O irmão Hyde perguntou, “Qual é ela?”, Joseph respondeu: “Não é verdade.” (Jornal de Discursos 4:266)

Isso é o que levou o Senhor a lembrar o profeta Isaías que, “Antes de mim nenhum Deus se formou (para você), nem haverá outro depois de mim.” (Isaías 43:10)

Em outras palavras, é uma grande benção ser retirado das trevas exteriores por nosso Pai Celestial e ser permitido participar num turno de criação. Deus quis que Isaías também soubesse que se ele traísse a Deus e se tornasse um filho da perdição, nunca mais haveria oportunidade de que algum outro Deus o retirasse (de sua condenação nas trevas exteriores) e lhe desse outra chance.

Nota dos Editores: Embora estejamos em nosso próprio curso rumo à exaltação, e consequentemente, deificação, é necessário destacar a diferença monumental entre um unigênito, como Cristo, e demais filhos de um Pai Celestial. Sendo Cristo parte de uma linhagem única de filhos unigênitos, não necessita do efeito do poder expiatório pois tal linhagem é a própria responsável por desempenhar a expiação. É, portanto, uma honra para todo mortal ter sido formado “pelas mãos” daquele que foi perfeito desde o princípio, vida mortal e ressurreição.

Trilogia 2

O Caminho para Deus

O Pai revelou a Joseph Smith tantas coisas sobre Si mesmo, que o profeta foi relutante em revelar muito delas para a Igreja até três meses antes do seu assassinato. Foi na Conferência de Abril de 1844 que ele fez um sermão no serviço funerário em honra de King Follette que havia falecido recentemente. Joseph foi inspirado a usar o ambiente espiritual daquela ocasião sagrada para dizer aos santos algumas coisas surpreendentes sobre o Pai Celestial, ele disse:

“O próprio Deus foi um dia como somos agora e é um homem exaltado, e senta-se entronizado em Altos Céus!” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith Página 345, edição em Inglês)

Essa afirmação tem estupendas implicações. Significa que o Pai percorreu a mesma trajetória de progresso eterno que esta que estamos experimentando. Isso significa que nosso Pai Celestial, ou Eloím, tem também seu Pai Celestial que o retirou das trevas exteriores e deu-lhe a oportunidade de participar num turno de criação. Isso lançou nosso Pai Celestial num caminho de progresso eterno que eventualmente permitiu ele tornar-se um ser exaltado.

Nota dos Editores: Não é absolutamente claro, entretanto, o que Joseph tinha em mente ao afirmar que Eloím “foi um dia como somos agora”. Há duas possibilidades. Na primeira, Eloím pode ter sido “apenas” mais um filho de bilhões criados por Seu Pai Celestial, como você e eu, que após cumprir todos os passos, alcançou a exaltação e seu status de Deidade. Na segunda, e mais provável opção, Eloím faz parte de uma linhagem diferente de deuses, a dos unigênitos. Nesse caso, Ele “foi um dia como somos agora” seria meramente uma descrição do estado mortal e tudo o que advém dele.

Joseph Smith disse:

“Os primeiros princípios [ou inteligências individuais] do homem são auto existentes como Deus. Deus mesmo, descobrindo-se no meio das inteligências e glória devido a ser mais inteligente, achou apropriado instituir leis pelas quais o resto [das inteligências] tivesse a oportunidade de evoluir como ele mesmo. O relacionamento que temos com Deus nos coloca em situação para avançar em conhecimento. Ele tem poder de instituir leis para instruir as inteligências menores, para que elas possam ser exaltadas com ele, de forma que elas possam também ter glória sobre glória, e todo o conhecimento, poder, glória, e a inteligência requerida para salvá-las no mundo dos espíritos.”

Essa declaração inspirada contém os seguintes elementos essenciais:

1. Eloím, nosso Pai, esteve em algum momento conosco nas trevas exteriores.
2. Mas ele foi recolhido por um Pai Celestial e progrediu durante um turno de criação no domínio de seu Pai.
3. Depois de aperfeiçoar a si mesmo obtendo um corpo espiritual e um corpo temporal, foi ressuscitado e alcançou o mais alto grau no do reino celestial nos domínios de seu Pai.
4. No plano de progresso eterno, qualquer um dos filhos de Deus que cheguem a esse estado é elegível para receber os poderes de divindade. Como explicou Brigham Young:

* O registrador colocou originalmente a palavra “espíritos” nesta altura do texto, mas B. H. Roberts observou que deveria ter sido “inteligências”.

(Ver Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, pág. 354, edição em Inglês)

“Na ressurreição, os homens que foram fiéis e diligentes em todas as coisas na carne, mantiveram seu primeiro e segundo estados, e [forem] dignos de ser coroados como Deuses, mesmo os filhos de Deus, serão ORDENADOS PARA ORGANIZAR A MATÉRIA” (Jornal dos Discursos vol. 15, pag. 137)
5. Uma vez que Eloím recebeu esse poder para organizar a matéria, ele voltou ao limite do espaço e retirou das trevas exteriores que estavam para compor nosso presente turno de criação. Ele também recolheu quantidade suficiente de matéria primária com a qual nossas inteligências pudessem ser “organizadas”. Assim isso me diz como chegamos onde estamos. Nosso Pai Celestial voltou para nós podermos participar de um turno de criação e progredir como ele progrediu.

Desde que aprendi essa animadora informação, tenho grandemente e repetidamente agradecido a meu Pai Celestial por me incluir neste presente turno de criação. E eu tenho agradecido por ele ter incluído minha esposa e meus filhos e a hostes de maravilhosos povos que eu vim a conhecer como meus amigos. Que bênção para todos nós estarmos juntos nesta grande aventura de progresso eterno.

Nota dos Editores: 2 Néfi 2:13 nos ensina que a retidão é resultado da obediência à lei, sendo o pecado o oposto. A lei, entretanto, caso fosse mal estruturada, traria resultados pouco efetivos para a transformação necessária para o progresso eterno. Dessa forma, os mandamentos não devem ser vistos como um checklist ou moeda de troca, mas como os meios disponíveis pelo qual a transformação necessária para a elevação da alma é possível. Assim, nossa real intenção ao viver oa lei não deve primariamente ser a obtenção da benção anexada àquele mandamento, mas sim a transformação que aquela ação dirigida e já equacionada por Deus é capaz de nos trazer.

O Que Significa Alcançar Divindade?

Eventualmente, todos os portadores do sacerdócio - que recebem exaltação e são ordenados para organizar a matéria - farão exatamente o que nosso Pai tem feito antes de nós. Iremos ao limite do espaço como o Pai fez e recolheremos das trevas exteriores uma hoste de inteligências, juntamente com apropriada quantidade de matéria primária, de forma que possamos iniciar nosso próprio turno de criação. Assim aprenderemos por nós mesmos o que é ser como um Deus.

Nossa primeira tarefa será distribuir esses bilhões de inteligências e organizá-las com as partículas da matéria primária. Então as ensinaremos a nos amar e obedecer conforme as unimos umas a outras numa vasta rede de combinações. Então explicaremos a elas como pretendemos organizar uma galáxia. Isso ajudará a expandir o “espaço” dos Deuses e adicionar à glória daqueles que vieram antes de nós.

Uma parte muito significativa desse estágio de treinamento será ajudar essas inteligências individuais a decidir onde se querem ajustar nessa vasta nova ordem de coisas. Alguém pode achar que todas elas quererão tornar-se Deuses, mas não é assim. Abraão nos diz que como as inteligências são graduadas elas escolherão diferentes níveis de existência de acordo com seus desejos. (Abraão 3:19-22; Ensinamentos de Joseph Smith, pág. 373, edição em Inglês)

Algumas desejarão ser parte do planeta que eventualmente será ressuscitado. Algumas serão atraídas para participação no reino da vida vegetal. Outras desejarão ser parte do reino animal. E uma pequena porção que se constitui das mais destacadas inteligências, aspirarão ter oportunidades comparáveis àquelas do seu Pai Celestial.

O aspecto mais significativo desse épico de treinamento e decisão atuante é o fato de que uma vez feita à decisão ela durará por toda a eternidade. Cada inteligência não somente escolhe o seu papel no mundo dos espíritos e na vida terrena, mas também nas eternidades que se seguem após a ressurreição.

Não obstante, cada inteligência terá tido a satisfação de saber que fez sua própria escolha e por ela fixou o curso de seu desenvolvimento para sempre.

Quando vier o tempo para dar início à criação de espírito, cada inteligência tomará o seu lugar escolhido. Joseph Smith descreve essa notável transição quando as inteligências se movem alegremente da mera teorética antecipação para a real participação, ele diz:

“A organização dos mundos espirituais e celestiais, e dos seres espirituais e celestiais, foi de acordo com a mais perfeita ordem e harmonia: seus limites e condições foram fixados IRREVOGÁVEL E VOLUNTARIAMENTE para seus estados Celestiais por ELES MESMOS e foram subscritos por nossos primeiros pais sobre esta terra.” (História da Igreja volume VI, pág. 51)

Isso nos diz que depois das inteligências terem escolhido o papel eterno que desejam realizar, o sinal será dado e elas imediatamente tomarão seus lugares na mais perfeita ordem e harmonioso procedimento. Então toda inteligência na estrutura elaborada por Deus para esse turno de criação estará pronta para receber sua incorporação espiritual. Com esse animador e glorioso passo da criação espiritual, o Primeiro Estado terá começado.

E com Respeito Àqueles Que Desejam Tornar-se Como é o Pai Celestial?

Pode parecer surpreendente que todas as inteligências deixem de aspirar tornarem-se Deuses. Contudo, quando refletimos na declaração de Abraão de que as inteligências são graduadas de acordo com seus atributos é compreensível que as inteligências de menor desenvolvimento resistirão em receber as responsabilidades associadas com os mais elevados níveis de existência. De fato, o pomo de cada turno de criação é que há oportunidades de participação que vão do mais simples envolvimento às extremamente complexas responsabilidades da Divindade.

As escrituras tornam claro que um ser exaltado que é um membro do Sacerdócio e foi ordenado para a Divindade, sem dúvida encontrará pelo menos três crises monumentais que podem pôr abaixo seu papel como um Pai Celestial e que ameaçam destruir de imediato seu turno de criação.

As Três Crises Celestiais

A primeira crise será a revolução durante a criação de espírito. Isso ocorre quando um super ambicioso líder decide desafiar o Pai e colocar-se em completo controle do turno de criação.

Como isso poderia acontecer?

É da natureza das inteligências que sobem para um alto nível que consideram ser igual ou superior à do seu Pai Celestial, aspirarem subitamente assumir o controle e substituir aquele mesmo ser que os ajudou a ganhar seus altos estados de realizações. Obviamente essa aspiração passional de um espírito arrogante constitui um desafio ao Pai Celestial desde que ele tem de lidar com esta explosiva ambição ou ela subverterá e completamente e destruirá aquele particular turno de criação.

Por isso essa é uma importante crise mesmo entre seres celestiais. O Pai precisa deter esse ambicioso usurpador e, se necessário, suprimir e quebrar um violento conflito no céu. Restaurar a paz será a primeira crise ameaçadora diante de um Pai Celestial.

A segunda crise ocorrerá durante o segundo estado quando o Redentor escolhido pelo Pai vacilar em terror quando ele se aproxima das agonias associadas com o sacrifício redentor. Contudo, desde que o Pai sabe o fim desde o princípio, ele compreende que eventualmente o Escolhido sobrepujará seu terror e completará seu grande chamado. Não obstante há um momento de suprema crise quando o turno da criação fica perigosamente por um fio na balança.

A terceira crise vem no fim do Milênio quando Satanás mobiliza sua vasta hoste de seguidores para fazer sua última e desesperada tentativa de sobrepujar o Pai e seu Filho Redentor. A intensidade da guerra final é magnificada pelo entendimento de Satanás de que se ele perder essa guerra, ele e seus seguidores perderão seus corpos e serão lançados de volta às trevas exteriores como desnudas inteligências. Para evitar esse horrível juízo de perder sua própria identidade, eles farão dessa guerra o mais violento levante em toda história humana.

Certamente, o Supremo Ser ao cargo de um turno de criação saberá o fim desde o princípio. Ele saberá que todas essas crises serão resolvidas com sucesso, mas esse conhecimento não fará o desenrolar da solução ser menos violento ou extenuante de suportar até que termine.

Tudo começou quando Eloím, nosso Pai Celestial, selecionou a mais avançada inteligência entre os seus filhos para ser treinado no papel de administrador geral sobre este turno de criação.

Ele tornou-se o primogênito entre todos os filhos de nosso Pai, e recebeu do Pai o nome de Jeová.

O Treinamento de Jeová

Foi um longo e de certa forma tarefa tediosa preparar Jeová para a Divindade. Surpreendentemente, Jeová tinha de obter o status de Divindade – até mesmo no mundo de espírito - antes que ele pudesse se tornar o Administrador Geral do Pai neste turno de criação.

João Batista registrou a seguinte preocupação sobre o treinamento inicial do Salvador. Isso foi revelado mais tarde a Joseph Smith:

“Eu, João vi que ele (Jeová) não recebeu da plenitude no começo, mas recebeu graça após graça... e foi chamado O Filho de Deus, porque ele não recebeu da plenitude no começo.” (D&C 93:12-14)

Desde a restauração do evangelho temos aprendido miríades de detalhes interessantes concernentes aos estágios iniciais de nosso turno de criação. Esses aconteceram todos na residência celestial do nosso Pai Celestial localizada próximo ao gigantesco planeta Kolob que está perto do centro de nossa galáxia. (Abraão 3:2-3)

Penso sobre esse período de abertura – quando a vasta quantidade de inteligências que estavam sendo reunidas desde as trevas exteriores e treinadas – como sendo o primeiro estágio de nossa existência como parte do reino de nosso Pai.

A Criação de Espírito

Agora o Pai populou seu planeta celestial com uma vasta quantidade de filhos. Paulo disse que esses filhos são todos a “geração” do Pai (Atos 17:29), mas a Jeová é dado o crédito de arrumar a altamente refinada matéria espiritual da qual seus espíritos corpóreos foram feitos. Assim lemos:

“Por isso, no princípio era a Palavra, pois ele era a Palavra mesmo o mensageiro da salvação... Os mundos foram feitos por ele; OS HOMENS FORAM FEITOS POR ELE.” (D&C 93:8-10).

A escritura é clara dizendo que Jeová foi o administrador geral de toda a criação de espírito – planetas, povos, plantas e animais (Moisés 2:32-33). Sua íntima relação com as hostes de inteligência através deste nosso turno de criação o fez ser amado por nós assim como ele amava o Pai, como veremos mais adiante isso era absolutamente essencial para qualificar seu papel como o Redentor.

Nota dos Editores: Esse é dentre todos, um dos detalhes mais fundamentais para o entendimento do Plano de Salvação. O fato de Jesus ter sido a primeira de todas as inteligências retiradas das trevas exteriores por Eloím permitiu que as demais inteligências o amassem e o honrassem no decorrer de seus próprios desenvolvimentos. É por essa razão que o livro de João afirma que “todas as coisas foram feitas por meio Dele.” Esse é um requisito básico para que o unigênito obtenha poder sobre elas e um dia possa estar apto a desempenhar seu papel como expiador.

O Primeiro Conselho no Céu

Finalmente o Pai estava pronto para transferir essa poderosa hoste de filhos espirituais para o seu próprio planeta; onde todos seriam treinados e preparados para o Segundo Estado.

Isso seria um tremendo empreendimento e dessa forma o Pai realizou um enorme conselho encontrando todos os filhos participantes. A escritura diz:

“Agora o Senhor mostrou a mim, Abraão, as inteligências que foram organizadas (em espírito) antes que o mundo existisse... E havia entre elas um que era como Deus.”

Note-se que esse líder não era Deus, mas alguém “como Deus” que indubitavelmente seria Jeová ou Jesus Cristo. Essa pessoa sabia o que o Pai queria que fosse feito, assim ele disse:

“Desceremos pois há espaço lá, e tomaremos destes materiais, e faremos uma terra onde estes possam morar. E os provaremos com isso, para ver se eles farão todas as coisas que o Senhor, seu Deus lhes mandar.” (Abraão 3: 24-25)

A estruturação desse novo planeta foi um empreendimento colossal. Como Brigham Young ensinou, foi formado na vizinhança da residência celestial do Pai que era próximo do planeta Kolob. (Jornal dos Discursos vol. 17, pág. 143) A preparação da terra durou milhões de anos. Ela tinha que prover os recursos para dezenas de milhares de gerações de animais e a espécie humana.

Ao contemplar essa gigantesca tarefa, o Senhor disse:

“A quem enviarei? E um respondeu como o Filho do Homem: Eis-me aqui, envia-me. E outro respondeu dizendo: Eis-me aqui envia-me. o Senhor disse: Enviarei o primeiro. E o segundo ficou zangado, e não manteve Seu primeiro estado; e naquele dia muitos o seguiram.” (Abraão 3:27-28)

Muitos podem não ter percebido, mas as sementes da guerra nos céus haviam sido lançadas. Mas isso viria mais tarde.

O Trabalho do Primeiro Estado

Enquanto isso havia trabalhos divinos que tinham de ser feitos por Jeová e o conselho dos “nobres e grandes” tais como Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Joseph Smith e outros que seriam os líderes das várias dispensações. Dezenas de bilhões de filhos do nosso Pai tinham de ser distribuídos e designados para as várias nações e impérios que ocupariam a terra durante os sete mil anos de sua existência temporal.

O trabalho foi posteriormente complicado pelo fato de que impérios e a distribuição da população tinham de ser calculados em termos da disponibilidade dos líderes do Senhor, chamados Israel ou Soldados de Deus. Moisés descreve essa desafiante tarefa. Ele diz:

“... pergunta a teu pai, e ele te mostrará; teus élderes e eles te dirão, quando o Altíssimo dividiu às nações sua herança, quando ele separou os filhos de Adão, ele estabeleceu os limites dos povos DE ACORDO COM O NÚMERO DOS FILHOS DE ISRAEL” (Deuteronômio 32: 7-8).

Outra tarefa árdua durante a pré-existência mortal foi ordenar todos aqueles que foram designados para liderança do Sacerdócio durante o Segundo Estado. Sacerdócio é simplesmente uma “chamada ao serviço”, e muitos daqueles que eram elegíveis para o Sacerdócio rejeitaram esta “chamada ao serviço.” Alma descreve esse fenômeno:

“E essa é a maneira pela qual eles foram ordenados sendo chamados e preparados desde a fundação do mundo de acordo com a presciência de Deus, devido a sua grande fé e boas obras... enquanto outros rejeitariam o Espírito de Deus de acordo com a dureza de seus corações e a cegueira de suas mentes, enquanto se não houvesse sido por isso ELES PUDESSEM TER TÃO GRANDE PRIVILÉGIO COMO SEUS IRMÃOS.” (Alma 13:3-4).

A Guerra no Céu

Depois das preparações para o Segundo Estado estarem em ordem o Pai chamou outro grandioso conselho de todos os seus filhos. O propósito era escolher um Redentor ou mediador. Sem o mesmo o total turno de criação estaria perdido.

Primeiro de tudo, o Pai explicou que com cada turno de criação tem de haver um Redentor. Ele então perguntou quem proveria o sacrifício redentor. Subitamente, um fantástico desenvolvimento ocorreu. Lúcifer veio à frente após Cristo ter se apresentado.

Satanás odiava a ideia de um sacrifício expiatório que requeresse uma infinita quantidade de sofrimento pelo mediador que seria, dessa forma, tão compulsivo, que as hostes de inteligências ignorariam os pecados dos que se arrependessem e garantiriam todas as bênçãos especiais para aqueles que o Salvador pudesse pleitear em benefício, conforme ascendessem no caminho do progresso eterno.

É altamente significante que Satanás não tenha mantido seu primeiro estado (Abraão 4:28), mas sim gasto seu tempo preparando um esquema, o qual ele desejava que o Pai aceitasse em lugar do sacrifício expiatório que a família dos Deuses havia usado através das eternidades. Satanás era tão orgulhoso do seu esquema que quis obter a honra total de tê- lo inventado (D&C 29:36).

O núcleo central do plano de Satanás era suspender o livre arbítrio durante o segundo estado e forçar os filhos de Deus a aceitar a lei celestial, dessa forma, nenhum deles seriam perdidos por causa do pecado. Ele cuidadosamente explicou como seu "maravilhoso" esquema operaria. Sob o plano de Satanás não haveria:

Nenhuma necessidade para um sacrifício expiatório. Nenhum pecado seria autorizado. Nenhum mal seria permitido. Nenhum sofrimento teria que ser suportado. Nenhum julgamento seria requerido. Nenhuma punição seria infringida. Nenhuma falha ocorreria. A inteira família do Pai seria automaticamente salva no plano de Satã.

Por isso, quando Jeová percebeu quão abominável era o plano de Satanás elaborado para roubar o trono do Pai e impedir a missão divina de Jeová, ele adiantou-se e se apresentou voluntário para passar pelas agonias do sacrifício redentor e por meio dele salvar o total deste turno de criação. Imediatamente o Pai aceitou a oferta de Jeová e rejeitou o plano subversivo de Lúcifer.

Uma grande porção dessa vasta multidão gostou do plano proposto por Lúcifer. Afinal, garantia-lhes a salvação sem nenhum esforço da parte deles. Fazia todas as escolhas para eles. Eliminava a horrenda necessidade de um sacrifício de sangue e oferecia a completa salvação numa bandeja de prata. Essa multidão concordou completamente com Lúcifer e estava disposta a ir à guerra para vê-lo adotado.

Assim a primeira grande crise do Pai espalhou-se através da face do novo planeta. Mas essa guerra foi realizada de uma forma peculiar. Armas não foram usadas. João o Amado diz que o furioso encontro foi lutado com argumento e debate contencioso. João diz que os servos de Deus lutaram com seus testemunhos (Apocalipse 12:11).

A linha de argumento provavelmente foi assim: Se eles seguissem Satanás nunca obteriam corpos temporais. Eles até mesmo perderiam seus corpos de espírito.

É interessante saber, os que trabalharam pela causa do Salvador foram chamados “Os Soldados de Deus” ou “Israel” até mesmo na preexistência. Eles testificaram com a mais viva paixão de que a única esperança para os filhos do Pai Celestial estava em aceitar a decisão do Pai e seguir Jeová.

A razão das perdas nessa guerra foi muito alta. Em sentido real ela foi uma guerra de morte. Um terço da vasta hoste de filhos de Eloím jogou fora sua legalidade no Reino de Deus porque quiseram que o Pai adotasse o plano de Satanás. Nenhum argumento da razão e paciente prestação de testemunhos os persuadiriam. Finalmente o Pai sentiu-se compelido a mandar Miguel forçar a hoste de rebeldes amotinados para o exílio através do véu para o mundo temporal.

Lá, pelos próximos seis mil anos, a guerra continuaria, e no final dos sete mil anos Satã e seus seguidores enfrentariam seu destino final.

A Missão Secreta de Jesus Cristo

O primeiro estado envolveu a seleção do administrador geral do Pai para a estruturação de todo esse turno de criação. Então o Pai teve que selecionar um redentor para o segundo estado. Satanás achou que o sacrifício do Redentor era virtualmente estúpido e ele por isso ofereceu um plano que nunca havia sido experimentado antes. Quando o Pai escolheu o plano tradicional com Jeová ou Jesus como o Redentor, causou a guerra no céu. Porque muitos dos filhos de Deus preferiram o plano de Satanás. Ele queria eliminar a necessidade de um Redentor e garantir salvação para todos os filhos de Deus se eles a quisessem ou não. A única (a principal, porque falhas havia muitas) falha no plano de Satanás era o fato de que era baseado em força (compulsão), e foi por isso que o Pai o rejeitou. Isso resultou numa guerra no céu e terminou com um terço dos filhos de Deus ser expulsos de seu lar celestial.

Nota dos Editores: Outros líderes e estudiosos do Evangelho debateram sobre uma forma ainda mais eficiente de “destruir o arbítrio” sem precisar de compulsão. Uma análise mais detalhada de como o plano proposto por Lúcifer funcionava pode ser encontrada clicando aqui.

O segundo estado foi cheio de perigos sob o plano tradicional, porque todos tinham liberdade de usar seu livre-arbítrio e dessa forma poderiam aprender a diferença entre o bem e o mal.

Certamente, todos seriam considerados responsáveis pelo abuso de seus arbítrios e seriam punidos por suas faltas até o último vintém. Mas que tal se uma pessoa houver aprendido a diferença entre o bem e o mal e queira evitar a punição por ofensas passadas. Poderia isso ser conseguido?

O Pai Celestial disse haver um meio se você souber como funciona. Esse meio foi chamado a Expiação (mediação, compensação, justificação).

Eu urgentemente pedi ao Elder John A. Widtsoe, com quem já estava entrosado, para explicar a Expiação de forma que eu a pudesse compreender. Ele começou por cuidadosamente me ensinar o que havíamos coberto em Trilogia 1.

Então eu estava extremamente ansioso que ele pegasse o assunto da Expiação, mas, como de costume, ele começou a discussão a cerca de cem milhas fora do assunto. A primeira delas foi, “Onde você acha que o Pai obteve seu poder?”.

Eu sugeri que ele provavelmente obteve de SEU Pai.

Elder Widtsoe disse, “Não, isso não está certo. Tudo o que ele obteve de seu Pai foi à autoridade ou as chaves (do sacerdócio) para edificar um novo turno de criação”.

Ele então fez uma segunda pergunta. “O que faz com que um bispo seja grande?” Eu disse que pensava ser sua ordenação. “Não” ele disse, “um bispo meramente obtém sua AUTORIDADE de sua ordenação, mas seu PODER para ser um grande bispo vem do mesmo lugar que Deus obtém o seu”.
Em total frustração perguntei: “Bem, então onde Deus obtém seu poder?”.

Ele disse, “Duas passagens nas escrituras darão a você a chave. Ambas estão em Doutrina e Convênios. Na Seção 29, versículo 36, o Senhor diz, ”MINHA HONRA É O MEU PODER.” Então na Seção 63, versículo 50 diz, “Eu sou do ALTO e meu poder está EM BAIXO.”.

Elder Widtsoe então perguntou o que existe abaixo de Deus que o honra e por isso o obedece. Isso certamente lhe dá poder. E eu acho que você poderia dizer a mesma coisa sobre um bispo que é honrado por sua congregação, e por isso é obedecido. Por isso é dela que ele deriva o seu poder. “Exatamente” disse Elder Widtsoe. “Isso é um princípio do Sacerdócio." “Deus e seus servos adquirem seus poderes daqueles a quem presidem.”.

Ele continuou, “Acho que você também sabe o que faz um grande bispo. É ver todos em seus lugares para os serviços de Domingo. Os diáconos prontos para distribuir o sacramento e sacerdotes dignos para abençoar. Sacerdotes que se fazem entendidos do evangelho e ansiosos para serem chamados numa missão. É uma Sociedade de Socorro vigilante professoras visitantes que são rápidas em detectar as necessidades dos doentes e dos pobres. Essas são as coisas que fazem as pessoas dizerem, “Puxa, que grande bispo!” Obviamente seu poder vem do apoio de sua ala e da honra que é demonstrada pelos membros da ala respondendo entusiasticamente sua orientação e liderança.”

Então ele continuou, “É a mesma coisa com Deus. A honra e obediência que ele recebe de sua vasta legião de inteligências é o que lhe dá o poder”.

Nota dos Editores: A expiação é o evento que torna possível ao expiador -- no atual plano de salvação, Jesus Cristo -- ser capaz de compreender todas as ações, reações e emoções de todas as inteligências sob sua jurisdição. Tal experiência, permitiu a Jesus Cristo alcançar o peculiar conhecimento da soma de todas as emoções, dores e pecados, do passado, presente e futuro de toda e qualquer criação feita por suas mãos.

Como Deus Poderia Perder Seu Poder

Então ele me surpreendeu dizendo: “Você sabe que o Pai Celestial poderia perder o seu poder?”.

Certamente aquilo era uma doutrina nova para mim, assim eu disse “Como seria isso possível? Deus é todo-poderoso. Pelo menos isso é o que sempre eu fui ensinado”.

Ele disse, “Essa interessante doutrina de que Deus poderia perder seu poder encontra-se em Alma capítulo 42. Lá ensina plenamente que Deus é o grande árbitro do universo e que cada inteligência depende dele para ser absolutamente honesta, absolutamente justa, absolutamente boa, e absolutamente imutável, de outra forma ELE DEIXARIA DE SER DEUS. (Alma 42: 13, 22, 25; Mórmon 9: 19) Isso é o porquê da escritura dizer, “Deus não pode aceitar o pecado com o menor grau de tolerância”. (Alma 45: 16 ; D&C 1: 31) ou se ele o fizesse, deixaria de ser Deus. Ou , em outras palavras, DEUS CAIRIA.”

Então ele adicionou rapidamente, “Mas naturalmente, ele não vai cair porque ele sabe como evitar isso”. Contudo quer que nós saibamos que ele PODERIA cair. O Pai quer que saibamos que se ele não mantivesse a confiança e a honra da hoste de inteligências neste turno de criação, elas cessariam de honrá-lo, e assim deixariam de obedece-lo e sem sua honra ele deixaria de ser Deus. Esta é a poderosa mensagem colocada em Alma capítulo 42 e Mórmon 9:19.

Tendo disposto esses interessantes e de alguma forma surpreendentes princípios, ele continuou dizendo: “Agora estamos prontos para saber por que a Expiação de Jesus Cristo era indispensável para o Pai. Ele precisava que Jesus fizesse algo de suprema importância que o Pai não poderia fazer ele mesmo. Se ele tentasse redimir seus filhos depois deles haverem caído, ele cessaria de ser Deus!”

Por Que a Queda Era Necessária?

Uma vez que reconheci o dilema do Pai no segundo estado, perguntei, “Por que a queda foi necessária?”.

Resumidamente, eis o que ele me disse. Na rota do progresso eterno é necessário que a humanidade durante o Segundo Estado aprenda a diferença entre o bem e o mal. Eles precisam saber não somente a diferença entre os dois, mas precisam enraizar no fundo de suas almas uma determinação de abraçar o bem e rejeitar o mal. Eles precisam rejeitar o mal com instintiva veemência que caracterizará seu comportamento na família dos Deuses para sempre. Isso é de enorme importância, particularmente para aqueles que aspiram tornarem-se Deuses.

Nosso Pai Celestial sabia ser impossível que nos encontrássemos num mundo de pecado (sujeitos ao pecado) sem partilhar de algum. É inerente em nossa natureza que ao tentar aprender sobre o pecado não podermos evitar algum grau de contaminação. Por isso, sob lei celestial, nosso encontro com o pecado automaticamente nos corta da presença do Pai. Paulo afirma enfaticamente que devido à queda: "TODOS PECARAM E FICARAM LONGE DA GLÓRIA DE DEUS.” (Romanos 3: 23).

Isso deixa o Pai sem possibilidade no que diz respeito ao resgate dos seus filhos caídos. Isso é o que fez Néfi dizer:

“Nenhuma coisa imunda pode morar com Deus: Por isso, vós [que haveis pecado enquanto aprendendo sobre o pecado] estais afastados para sempre.” (1 Nefi 10: 21).

Neste ponto é muito importante esclarecer um pouco mais essas palavras de Paulo e de Néfi acima. Os pecados neste nosso mundo têm uma variedade muito grande em gravidade – uns muito graves e outros muito pouco. Mas todo pecado mancha a alma e afasta a inteligência do convívio com Deus na Glória Celestial. O julgamento dos homens pode aprovar e até mesmo enaltecer a justiça de determinados outros. Mas ao declararmos que o único homem perfeito e sem nenhuma submissão ao pecado foi Jesus Cristo, é porque nenhum outro se pode equiparar a ele nesse mister. Todos estão submetidos pelo pecado, de uma ou outra forma.

Assim Qual é a Resposta?

Mas, certamente, se houvermos aprendido a diferença entre bem e mal e não pudermos voltar aos domínios de nosso Pai Celestial de modo a continuar nosso progresso eterno, o plano do Pai para nos ver exaltados e nos tornarmos Deuses estará anulado. Por isso, a família dos Deuses teve que adotar um instrumento que justificaria o Pai em nos restaurar à sua habitação celestial e continuar nosso progresso eterno sem atingir negativamente sua Divindade.

O objeto da Expiação foi conseguir que as Inteligências ignorassem nossas imperfeições “A DESPEITO” de nossos pecados. Os letrados Protestantes acreditam que isso foi conseguido por Jesus ter “pago por nossos pecados” por meio de seus sofrimentos e nisso compensado as exigências da justiça. Contudo, essa teoria envolve problema monumental, e ele é o fato de que não é justo que uma pessoa pague pelos pecados de outra. Amulek mostra isso em Alma 34:11-12.

Amulek prossegue para explicar que a Expiação não é baseada em tentar compensar os ditames da justiça, mas é baseada na MISERICÓRDIA QUE APAGA (SOBREPUJA) AS EXIGÊNCIAS DA JUSTIÇA. (Alma 34:15). Isso mostra que este é o espírito da Expiação.

Como Funciona a Expiação?

Há três requisitos essenciais numa Expiação divina para realizar algo que o Pai nunca poderia fazer ele mesmo. Primeiro deve haver alguém que seja amado por todas as hostes de inteligências. Elas precisam amar essa pessoa tanto quanto amam ao próprio Deus. Isso foi conseguido através de fazer o Redentor o administrador geral de todo aquele turno de criação. Por esse meio, toda inteligência aprendeu a amar e honrar o grande Jeová.

Segundo, essa muito-amada pessoa precisa atravessar uma horrenda crise de infinita agonia e sofrimento que são tão intensos que levanta um enorme sentimento de compaixão em toda a inteligência que pertence a este turno de criação.

Terceiro, a muito-amada pessoa precisa então requerer arrependimento e completa auto submissão aos requisitos do evangelho dessa forma Jesus intercederá em petição por conta de seu sofrimento para que os convertidos possam retornar para o Pai e continuem o caminho do progresso eterno.

Por isso, para sumarizar: Com cada turno de criação tem de haver um sacrifício infinito que levante uma tal inundação de misericórdia na conscientização de toda inteligência, e que consinta em permitir ao Pai trazer-nos de volta à sua presença para continuar nosso treinamento e exaltação.

Agora chegamos ao clímax de nossa discussão.

Quem Mandaria o Salvador Através Do Sacrifício Expiatório?

Para produzir um sacrifício redentor, alguém precisa lacerar o Salvador sob excruciantes circunstâncias. Quem faria isso? Seria isso planejado antecipadamente, ou simplesmente deixar-se-ia ao acaso e circunstâncias? Fora de qualquer dúvida essa feia questão foi longamente examinada entre o Pai e o Filho na preexistência. Somos levados a presumir a discussão ter sido semelhante ao seguinte diálogo, porque aquilo deve ter sido exatamente de acordo com o modo pelo qual tudo se desenvolveu: (O drama da injustiça, flagelação, da agonia mental e espiritual no Jardim e o sacrifício indizível do calvário).

O Pai: - Meu Filho, como você sabe com cada novo turno de criação temos que escolher alguém que faça o sacrifício redentor. Estou grato que você se tenha oferecido para prover o necessário sacrifício para este atual turno de criação. Agora, quem você tem em vista para ser o responsável por causar o sacrifício redentor? Em outras palavras, quem flagelaria você?

O Filho: - Eu gostaria de ter meu sacrifício redentor trazido por alguns daqueles que me amaram e que valentemente me apoiaram durante a Guerra no Céu. Uma vez que eu virei à mortalidade através dos lombos de Davi, eu creio que gostaria de ter os próprios Judeus causando minha crucificação.

O Pai: - Mas eles nunca crucificarão você se souberem quem você é. De fato, como Paulo mais tarde dirá, “Tivessem eles sabido, eles nunca teriam crucificado o Senhor da Glória”. (1 Coríntios 2:8).

O Filho: - Então eu preciso arrumar as coisas de forma que eles não percebam quem eu sou até depois que a crucificação terminar.

O Pai: - Como você fará isso acontecer?

O Filho: - Aqui está meu plano: Eu farei que os profetas judeus revelem que o Messias será um judeu e que os judeus pensem que ele é um impostor e o flagelem. Certamente seus líderes dirão que eles nunca matariam o Messias. Sem dúvida eles denunciariam a profecia como um mito e considerariam um insulto para o povo judeu. Eles não só proibiriam qualquer um de ensinar esta doutrina, mas declarariam pena de morte para qualquer um que ousasse ensiná-la. Eu estou certo que eles também retirarão das escrituras os escritos de qualquer profeta que tenha ensinado que o Messias seria morto por seu próprio povo. Como resultado disso, eles não terão nenhum meio de saber quem eu sou, quando eu aparecer entre eles como o Redentor. Eles apenas saberão sobre minha Segunda Vinda quando eu virei em poder como o grande Messias-rei. Como resultado, quando eu vier a terra pela primeira vez, eles estarão esperando a minha vinda em poder para estabelecer um governo Judeu mundial. Quando isso deixar de acontecer, eles farão que me matem.

O Pai: - E então o que acontecerá com aqueles que consentirão a tua morte por pensarem que éras um impostor?

O Filho: - Eles serão como qualquer outro que peca contra o conhecimento da verdade e rejeitam a mensagem do evangelho. Eles terão que sofrer as consequências.

O Pai: - Eu aprovo o plano. É idêntico ao que temos usado em outros turnos de criação através da eternidade.

Nota dos Editores: O “diálogo” acima não deve ser entendido como literal ou indício de que o povo Judeu foi predestinado a rejeitar o Salvador, mas como uma previsão do que no contexto dos deuses normalmente acontece dada aquelas circunstâncias.

Colocando o Plano em Operação

Depois que a tribo de Judá veio à existência por volta de 1800 A.C., os profetas de Israel ensinaram ao povo a plenitude do evangelho e explicaram a eles que haveria um Messias que serviria como mediador para assegurar o perdão de seus pecados.

Isso pareceu ser compreendido e totalmente aceito no princípio, mas cerca de mil anos depois, quando muitos profetas ensinaram o povo como os Judeus ajudariam Jesus através desse artifício, foram apedrejados até a morte.

Isso foi o que aconteceu aos Profetas Zenos e Zenoch (Helamã 8:19) e em 600 B.C. quando o profeta Leí descreveu sua visão do Salvador sendo crucificado por instigação dos Judeus no meridiano dos tempos, teve de fugir para salvar sua vida. (1 Néfi 2:1-2)

Jesus Começa Sua Missão Terrena

É deveras interessante, mas Jesus apareceu na Terra Santa exatamente no tempo em que os Judeus esperavam seu Rei Messias chegar. Essa animadora antecipação deles era baseada num erro de interpretação de uma profecia no segundo capítulo de Daniel.

Será lembrado que por volta de 625 B.C., o rei Nabucodonosor de Babilônia teve um sonho terrível, mas não conseguia lembrar qual foi. O rei ameaçou de morte a todos os seus homens sábios se eles não dissessem a ele qual havia sido o seu sonho e o que significava. Daniel salvou sua vida e a de três companheiros, como também a de todos os homens sábios do rei, por receber revelação do Senhor que lhe disse o sonho que o rei teve e também o seu significado.

O rei tinha visto uma grande e grotesca imagem em seu sonho. A imagem representava os futuros reinos que governariam o mundo. A cabeça era de ouro, que significava a própria Babilônia. O peito e os braços eram de prata que significavam a Pérsia, que conquistaria a Babilônia. O ventre e as coxas eram de cobre que representavam a Grécia que conquistaria a Pérsia. Então os quadris e as pernas que eram de ferro e representavam os Romanos que conquistariam a Grécia e mais tarde seria dividida em duas pernas dos Impérios Romano oriental e ocidental. Os pés da imagem eram feitos de barro que representavam as muitas nações gentias que se desenvolveram em tempos mais recentes depois que o Império Romano entrou em colapso.
Daniel então disse a Nabucodonosor que “nos dias desses reis [aqueles de ferro e barro] o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será destruído; e o reino (esse que Deus estabelecerá) não será deixado para outro povo, quebrará em pedaços e dará um fim a todos esses reinos e perdurará para sempre.” (Daniel 2: 44).

A começar pelo reino da Babilônia de Nabucodonosor, as nações que dominaram o mundo conhecido foram sendo conquistadas por outras nações e assim sucessivamente; até que surgiram as muitas nações oriundas desde o colapso do Império Romano. Essas nações estão hoje espalhadas pelas quatro partes da terra, cada uma com sua própria soberania.

Essas nações é que a profecia declara que serão destruídas por um povo que será estabelecido pelo próprio Senhor Jesus Cristo; que porá abaixo todas as outras nações e que ela não será passada a outro povo e perdurará para sempre.

Os Rabis Judeus não estavam querendo esperar até os últimos dias, mas queriam interpretar o segundo capítulo de Daniel como se cumprindo nos seus dias. A chave suprema de sua interpretação distorcida foi a sua ardentemente desejada superação sobre os Romanos. Por isso eles ensinaram que não importava quantos milagres Jesus pudesse fazer, se ele não subjugasse os Romanos, não era o Messias. Assim, todo o povo Judeu estava esperando por Jesus para estabelecer seu reino e derrubar os Romanos. E para nossa admiração aprendemos que os apóstolos estavam esperando a mesma coisa.

Porque os Apóstolos Estavam Desorientados?

Sabemos agora que serviu aos propósitos do Pai e do Filho que os apóstolos vissem em Jesus como o Messias-rei.

Foi por desígnio providencial, que todos os Judeus - incluindo os apóstolos - fossem permitidos pensar que Jesus havia aparecido na terra para cumprir as profecias gloriosas de Daniel concernentes à vinda do Messias-rei. Afinal, não havia Jesus dito: “Eu mostro a vocês um reino... que vocês possam comer e beber na minha mesa em meu reino, e sentarem- se em tronos julgando as doze tribos de Israel. (Lucas 22: 29-30) E a mãe de Tiago e João estava tão segura de que Jesus estava prestes a estabelecer seu reino que requereu ao Salvador desse aos seus filhos tratamento especial depois que ele assumisse a posição de Messias-Rei no mundo. (Mateus 20:21-22)

O Novo Testamento torna claro que Jesus teve sucesso em entregar sua mensagem sem revelar que ele havia vindo como o Redentor em vez de como o Messias-Rei. Isso era verdade mesmo tendo Jesus falado de sua crucificação e ressurreição muitas vezes. Não obstante o Espírito escondeu dos apóstolos e também daqueles que se consideravam discípulos do Salvador. Lucas diz: “E eles não compreenderam nada dessas coisas, e ESSAS PALAVRAS ESTAVAM ESCONDIDAS DELES.” (Lucas 18:34) Temos também a declaração de Marcos que disse: “Eles não compreenderam aquelas palavras [sobre sua morte e ressurreição] e ficaram temerosos de perguntar a ele.” (Marcos 9:32)

A missão do Santo Espírito naquele momento foi apagar das mentes dos apóstolos e dos discípulos de Jesus qualquer referência à sua morte e ressurreição. Falando de Pedro e João a escritura diz: “Eles não conheciam a escritura, que ele se levantaria dos mortos.” (João 20:9) Foi somente quando Cristo foi glorificado que o Espírito restaurou às suas mentes tudo que ele havia dito sobre sua crucificação e ressurreição durante seu ministério. (João 14:26)

A Carga Pesada do Salvador

Não sabemos exatamente quando Jesus primeiramente soube durante sua vida mortal que ele devia realizar o sacrifício redentor do Pai.

Pela idade de doze anos Jesus sabia que o seu Pai era Eloím e que ele teria de “cuidar dos negócios de seu Pai.” (Lucas 2:42-40) Contudo não é aceitável que o Pai sobrecarregasse seu filho com o conhecimento da terrível missão que estava à frente dele até que houvesse realmente iniciado sua missão em 30 A.D.

Especulamos que o tempo lógico para anjos ministradores dizerem da mensagem do sacrifício redentor pudesse ter sido logo depois do seu batismo. Ele foi iluminado pelo Espírito e conduzido ao deserto. Lá ele recebeu ministração espiritual durante quarenta dias e quarenta noites. Isso parece ter sido o sagrado interlúdio quando os anjos ministradores poderiam ter preparado Jesus para o que viria adiante. Foi uma santa temporada de reforço espiritual quando ele suportou seis semanas sem pão. (Lucas 4:2)

Por Que os Judeus Não Reconheceram Jesus?

Jesus realizou seu primeiro milagre espetacular na festa de matrimônio em Canaã e então se preparou para ir para Jerusalém onde passaria pelos trinta anos de idade e ser elegível para iniciar seu ministério, de acordo coma legislação Judaica.

Desde o começo o ministério de Jesus foi espetacular. Ele realizou centenas de milagres. Curou doente, levantou o morto, andou sobre a água, acalmou o mar turbulento, e alimentou centenas de pessoas com peixe já cozido e pão já tostado.

De fato, desde o começo grandes porções de Judeus realmente acharam que Jesus era o Messias, mas o Messias-REI. Sua crença de que ele era o Messias-rei persistiu até a última semana de sua vida. Mas então as expectativas entraram em colapso.

No fim da semana ele havia não somente falhado em abater os Romanos, mas os Romanos o haviam crucificado. Além do mais Jesus sofreu morte quando os estudiosos da profecia de Daniel haviam declarado que ele viveria para sempre.

Como não poderia ser de outra forma. Aqueles muito poucos que haviam recebido um testemunho do Alto de que Jesus era o Messias, continuaram a crer nele. Mas ao final, mesmo os apóstolos vacilaram sem entender o que se passou. A grande multidão, porém abandonou a fé e passou a esperar com os outros Judeus a “Vinda do Messias-rei”.

Jesus Hesita na Última Ceia

Quando Jesus chegou perto do tempo em que seria traído ele parecia estar engolfado por uma escura e ameaçadora sombra e não podia evitar contemplar a horrível agonia que estava imediatamente adiante dele. Finalmente ele não pôde evitar dizer aos apóstolos que os deixaria.

Pedro imediatamente quis saber para onde ele estava indo. O apóstolo chefe assegurou ao Salvador que não importava para onde ele estava indo, Pedro queria acompanhá-lo e protegê-lo dos inimigos que pareciam estar aumentando a cada hora.

“Você daria a sua vida por minha causa? Em verdade em verdade eu te digo. O galo não cantará, enquanto não me tiveres negado três vezes.” (João 13: 38).

Essa abrupta predição poderia ter sido profundamente ofensiva para Pedro e muito fora de caráter para o seu amado Mestre. Contudo Jesus sabia que dentro de poucas horas Pedro assim como todos os outros discípulos teriam perdido seus testemunhos e ficado totalmente confusos a respeito de sua divindade.

Em conexão com a sua grande oração do Sumo Sacerdócio, registrada por João, Jesus disse:

“Pai, chegou a hora. E agora, Ó Pai, glorifica a mim contigo mesmo com a glória que eu tive a teu lado antes que o mundo existisse.” (João 17: 1,5).

Então ele pediu aos apóstolos que o acompanhassem ao seu lugar preferido de oração no Monte Getsêmane. Ao tempo que eles chegaram Getsêmane os apóstolos ficaram alarmados com a súbita mudança no semblante do Salvador. Parecia como se fosse uma depressão mórbida que veio sobre seu espírito. Ele havia sido sempre tão determinado, tão corajoso, e tão cheio de autoconfiança. Eles o tinham visto desafiar tempestades, andar sobre o mar, levantar o morto, e expulsar demônios. Eles haviam sempre se orgulhado do seu Messias-Rei. Mas agora ele havia mudado e os discípulos estavam chocados quando seu espírito se abate e começa a agir como um amedrontado ser humano comum. Eles o ouvem dizer:

“A minha alma está cheia de tristeza, mesmo até a morte.” (Mateus 26: 38)

Tudo isso estava tão completamente fora de caráter para Jesus que a versão inspirada diz:

“Os discípulos começaram a ficar perplexos e pesarosos, e tornaram-se muito recolhidos e a lamentar-se em seus orações, IMAGINANDO SE ESSE SEJA O MESSIAS.” (Joseph Smith Translation Marcos 14: 36)

Seus testemunhos estavam vacilando.

O Salvador enfrenta Sua Suprema Crise

Ele deixou oito dos apóstolos na entrada do Jardim em guarda enquanto ele orava. Então levou Pedro, Tiago e João mais acima no Monte das Oliveiras. Lá os apóstolos deitaram-se e quase de imediato começaram a dormir. Mas Jesus afastou- se por si mesmo e deitou-se de corpo inteiro sobre o solo. De acordo com Marcos 14: 36 ele clamou:

“Aba Pai, TODAS AS COISAS A TI SÃO POSSÍVEIS. Afasta de mim esse cálice, porém, não seja o que eu quero, mas o que tu queres.”

Em outras palavras, tu és Deus. És todo-poderoso. Por favor, faz isso de algum outro modo. Não faz com que eu tenha de passar por isso.

Nesse momento o Pai estava sofrendo um golpe da mais profunda angústia. Ele conhecia o incomensurável tormento pelo qual Jesus estava passando, mas também sabia que a menos que ele cumprisse sua missão todo este turno de criação se desintegraria e retornaria para as trevas exteriores. Certamente o Pai conhecia o fim desde o princípio e compreendeu que Jesus perseveraria. Mas esse conhecimento não diminuía a penetrante angústia que ele sabia estar seu Filho tendo de suportar. Então ele enviou um anjo para dar conforto ao Salvador. (Lucas 22: 23). Não sabemos quem ele era, mas eu não ficaria surpreso se ele viesse a ser Adão ou Miguel.

Não sabemos também o que ele disse, mas podemos muito bem imaginar que pudesse ser algo assim:

“Jeová, você não precisa fazer isso. Você ainda tem seu livre-arbítrio. Mas se você não cumprir o seu chamado, você deve saber quais serão as consequências.” Ele então deve ter descrito a destruição de todo esse turno de criação.

O Livro de Mórmon descreve especificamente o que teria acontecido com a família humana se não houvesse tido a Expiação (Mosia 16: 4-5) e nós achamos que isso representa meramente o que aconteceria com o total turno de criação. Com referência à espécie humana, todos nós sofreríamos a mesma sorte de Lúcifer e de seus anjos das trevas. Teríamos sido desincorporados e deixados sem nenhum tabernáculo, quer espiritual quer físico. Então teríamos sido lançados de volta na escuridão exterior como inteligências despojadas e nuas. (D&C 88:32; 73)

E Brigham Young descreve o que aconteceria com o próprio Jesus, ele diz:

“Jesus foi preordenado antes que as fundações do mundo fossem edificadas, e sua missão lhe foi dada na eternidade para ser o Salvador do mundo, contudo, quando ele veio para a carne, foi deixado livre para escolher entre obedecer ou não ao Pai. Se ele se houvesse recusado a obedecer a seu Pai ele se teria tornado um filho da perdição.” (Jornal dos Discursos, vol. 10 pág.324).

Isso significa que Jesus teria seguido o desincorporado Lúcifer e todo o resto de nós para as trevas exteriores.

Mas, louvado seja Deus, Jesus escolheu o caminho da terrificante tortura para o qual havia nascido. Ele disse ao Pai “Seja feita a tua vontade” Mesmo tendo dito isso uma inundação de total angústia derramou-se sobre ele. Como resultado ele suou grandes gotas de sangue. Depois que a paixão na sua totalidade houvesse acontecido, ele acordou seus apóstolos e desceu na direção do portão onde Judas já estava chegando do Templo acompanhado dos soldados.

Nota dos Editores: A expiação é atemporal, ou seja, não é subordinada ao tempo e espaço. A expiação é o maior e mais complexo ato existente no universo, mas ainda assim, pode ser sentida e compreendida por qualquer um que tenha o desejo de viver o evangelho de Jesus Cristo.

Eventos Conduzindo os Apóstolos a Perder seus Testemunhos

Pedro sabia que Jesus não tinha que ser levado cativo pelos soldados. Tudo o que ele tinha de fazer era desaparecer como havia feito muitas vezes durante crises no passado. Mas ele não desapareceu e quando Pedro viu que eles estavam prestes a toma-lo como prisioneiro, puxou sua espada e feriu Malcus, um parente do Sumo Sacerdote. A lâmina escorregou pelo lado de sua cabeça e decepou a orelha de Malcus. Jesus instantaneamente a curou e disse a Pedro para embainhar sua espada, tudo aconteceu tão rapidamente, que Malcus provavelmente nunca compreendeu que um milagre havia sido feito. Quando os guardas levaram Jesus os apóstolos fugiram em todas as direções para evitar que também fossem presos.

Mais tarde, Pedro e João foram para área de entrada do Sinédrio onde era óbvio a suprema corte religiosa em Israel estava procurando legalmente implicar Jesus, de forma que os Romanos o crucificassem. Obviamente Jesus não iria abater os Romanos (como todos os Judeus esperavam) Isso seria o fim das esperanças dos Judeus.

Quando uma mulher perguntou a Pedro se ele era discípulo de Jesus, ele negou, outra mulher perguntou a ele se era discípulo de Jesus e ele negou. Finalmente ele foi desafiado por Malcus cuja orelha havia sido miraculosamente curada e desta vez Pedro praguejou e jurou. Ele disse não conhecer aquele homem. O mundo de Pedro estava desmoronando em pedaços. Ele havia perdido seu testemunho e é dito que saiu para a noite e chorou. (Mateus 26: 73-75)

De nenhuma forma teria Pedro imaginado o júbilo que animaria sua alma quando seria subitamente visitado pelo Cristo ressuscitado três dias depois da crucificação. E cinquenta dias depois, na celebração da festa do Pentecostes ele explicaria a Expiação de Cristo para uma grande multidão de Judeus, quando três mil deles se apresentaram para o batismo. Pouco tempo depois, ele daria a mesma explicação no Templo e cinco mil se apresentaram para o batismo. Que gloriosa mensagem ele tinha para todos os que ouviriam!

Se a pregação de Pedro teve esse desfecho, podemos imaginar o que sucederá às almas dos Judeus dos tempos atuais quando Jesus lhes mostrar as marcas que lhe fizeram “na casa dos seus amigos”.

Jesus Salva Nosso Universo Com Sua Vida

Agora nos confrontamos com um desafio final. Como a crucificação de Jesus redimiu a humanidade e salvou o total deste turno de criação?

Há apenas um lugar na escritura onde você pode obter toda história. É em Alma capítulo 34 quando Amulek, o companheiro missionário de Alma a explicou aos Zoramitas. Ele começa com a surpreendente declaração de que o sofrimento de Jesus não foi para pagar os nossos pecados porque uma pessoa não pode pagar pelos pecados de outra, mas o que Jesus fez foi levantar a misericórdia e a compaixão em todas as hostes de inteligências na nossa parte do universo, de forma que elas garantiriam ao Salvador qualquer coisa que ele pedisse em retidão. Como Amulek mostrou, que a Expiação não é baseada na justiça – tanto sofrimento por tanto pecado – mas na criação de um vasto reservatório de misericórdia e compaixão que ganharia para nós, não somente o perdão dos nossos pecados, mas também, todas as dádivas da vida eternas e a subida em nosso progresso eterno.

Havia dois aspectos na Expiação de Cristo que somente ele poderia realizar. Primeiro de tudo, o sacrifício expiatório tinha que ser suportado por um que fosse “infinitamente” amado. Significa universalmente amado por todas as inteligências neste turno de criação.

Em segundo lugar, o sofrimento deveria ser tão intenso que levantaria um grande reservatório de misericórdia e compaixão que duraria para sempre. Isso significa que (o sofrimento) deveria ser tão agonizante que chegaria até mesmo a toda ínfima inteligência com tal intensidade que duraria eternamente.

É lícito pensar que o clero Católico conhecera algum dia alguma coisa correta sobre esse reservatório de misericórdia e compaixão alimentado por Cristo unicamente. Então, adaptou a doutrina verdadeira para encher os seus cofres de dinheiro e levar em sua companhia muitas almas ao inferno. Não foi por menos que Lutero reagiu e disse, “É muito grave um Cristão pecar contra sua própria consciência”.

Tendo tudo isso em mente não podemos deixar de perguntar, quanto ele sofreu? Muitas pessoas têm sido crucificadas ao longo das idades, assim, o que houve a respeito dessa crucificação de Jesus que mudou a história do mundo?

Enoque teve uma visão da crucificação que aconteceria perto de 4.000 anos mais tarde.

“E o Senhor disse a Enoque: Olha, e ele olhou e viu o Filho do Homem levantado na cruz segundo a maneira dos homens; E ele ouviu uma alta voz, e os céus escureceram; e toda a criação de Deus chorou; e a terra gemeu; e as rochas se fizeram em pedaços.” (Moisés 7: 56-57).

Isso significa que todas as inteligências neste turno de criação caíram na mais profunda angústia enquanto o Salvador suportou aquelas seis horas de excruciante tortura na cruz.

O sofrimento de Maria foi tão profundo que Jesus pediu a João o Amado que a retirasse dali, o que João fez.

Mas ainda houve outro participante na crucificação que ainda tinha seu torturante e excruciante papel para completar. Era o Pai. Com o fim de Jesus beber a amarga taça da crucificação até o fundo o Pai tinha que retirar por completo seu espírito de sustento. Jesus estava quase no fim de sua tarefa, mas a retirada do Pai de seu espírito lançou Jesus num influxo crescente de agonia. Ele exclamou: “Eloi, Eloi”, Meu Deus, Meu Deus. “Lama sabacthani.” Por que me abandonaste? Foi um inexorável clímax cruel ao seu sofrimento. Ele depois achou impossível descrever a agonia desse momento. Não sabemos o quanto durou, mas quando o Espírito do Pai veio de volta para Jesus, ele, literalmente, entrou em colapso. Finalmente ele sussurrou, “Está terminado.” Então ele disse: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito.” E ele morreu, Naquele momento Jesus tornou-se o Cristo.

Agora, como Amulek tão poderosamente descreve, Jesus havia enchido o reservatório de misericórdia e compaixão ao ponto que ele poderia interceder por nós para obter não somente o perdão dos pecados, mas vida eterna e todas as bênçãos do progresso eterno. É por isso que toda ascensão de progresso deve ser feita em nome de Jesus Cristo porque a menos que ele interceda para trazer cada uma delas a nós, nada acontece.

Deixe-me agora fechar com o pedido apaixonado do Salvador para os filhos dos homens. É como se estivéssemos dizendo, “Não deixe que meu sofrimento seja em vão.” Na Seção 19 de Doutrina e Convênios, versículos 15 a 19, ele diz:

“Ordeno-te que te arrependas - para que eu não te fira com a vara da minha boca, e com a minha ira, e com a minha cólera, e os teus sofrimentos sejam dolorosos - quão dolorosos tu não o sabes nem pungentes, sim, e nem quão difíceis de suportar. Pois eu, Deus, sofri estas coisas por todos, para que se arrependendo não precisassem sofrer; mas se não se arrependessem deveriam sofrer assim como eu sofri; sofrimento que me fez, mesmo sendo Deus, o mais grandioso de todos, tremer de dor e sangrar por todos os poros, sofrer tanto corporal como espiritualmente – desejar de não ter de beber a amarga taça e recuar – todavia, glória seja ao Pai, eu tomei da taça e terminei as preparações que fizera para os filhos dos homens.”

Assim este foi o como Jesus tornou-se o nosso Salvador pessoal.

Imediatamente após a sua ressurreição, Jesus apareceu – mas ainda sem sua glória – próximo ao jardim da tumba, Maria Madalena o confundiu com o jardineiro e perguntou-lhe aonde o corpo de Jesus foi levado, foi quando Jesus respondeu mansamente, “Maria”, ela o reconheceu e imediatamente o abraçou, mas no grego original é reportado ter ele dito: "Não me detenhas porque ainda não subi para meu Pai”.

Maria alegremente afastou-se, e com a velocidade do pensamento Jesus deixou a Terra e chegou ao Reino Celestial de seu Pai. Próximo ao planeta glorioso Kolob. Quando Jesus ressuscitado abraçou o glorioso Eloím, sem dúvida Jesus sussurrou aos ouvidos de seu Pai: “Eu o fiz, eu o fiz, eu o fiz”.

Que gloriosa realização. O plano que Jesus havia proposto foi uma vitória total para ambos, o Pai e o Filho. Agora você sabe por que a Expiação foi tão essencial para o Pai tanto quanto para nós. E possa eu fechar com o mais solene e sagrado testemunho que ele o fez! Ele o fez! No nome de Jesus Cristo, Amém.

Referência

[1] Extraído do Livro "A Gospel Trilogy" de Cleon Skousen.



COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Mais de Ciência
Arbítrio, Onisciência e a Teoria do Caos

Arbítrio, Onisciência e a Teoria do Caos

Entendendo a matemática utilizada por Deus na construção do universo e realidade.

Os Blocos de Edificação do Universo

Os Blocos de Edificação do Universo

O Evangelho de Jesus Cristo no Nível Subatômico.

A Ciência, as Escrituras e a Interpretação do Desconhecido

A Ciência, as Escrituras e a Interpretação do Desconhecido

Uma abordagem de como tais ferramentas são compatíveis e incompatíveis quando analisadas indevidamente.

4 Evidências Filosóficas de Que Deus Existe

4 Evidências Filosóficas de Que Deus Existe

Analisamos nesse artigo a estrutura de quatro argumentos que indicam que sim, Deus existe.

O Evangelho e a Vida Extraterrestre

O Evangelho e a Vida Extraterrestre

O que as escrituras, profetas e ciência tem a dizer sobre a possibilidade de vida fora da terra?

Tempo, Espaço e o Infinito Mensurável

Tempo, Espaço e o Infinito Mensurável

O debate a cerca da existência de um Deus tem por muitos séculos estado no centro das reflexões filosóficas e moldado consequentemente o próprio desenvolvimento da humanidade em todos os aspectos.

Mórmons, Macacos e a Teoria da Evolução

Mórmons, Macacos e a Teoria da Evolução

Dentre as inúmeras características humanas que nos distinguem das demais formas de vida existente em nosso planeta se destaca a capacidade do homem de questionar a própria origem, propósito e existência.

Geografia, Arqueologia e Evidências do Livro de Mórmon

Geografia, Arqueologia e Evidências do Livro de Mórmon

O Livro de Mórmon é a tradução de um registro antigo que conta a história de como um grupo de Judeus saíram de Jerusalém, navegaram, cresceram e se desenvolveram no continente Americano. O registro cobre aspectos sociais, econômicos, políticos, bélicos e religiosos de civilizações específicas que viveram na América por um período aproximado de mil anos.

DNA e O Livro de Mórmon - Separando Mito e Realidade

DNA e O Livro de Mórmon - Separando Mito e Realidade

Entre os assuntos recentes mais comentados e utilizados por críticos do Livro de Mórmon, estão as pesquisas com DNA e uma contínua tentativa de através disto, desprová-lo como escritura inspirada.

© 2018 Intérprete Nefita. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por Prudente Empresas